Rendas de exploração de petróleo: Estado nada tem a devolver, decide PGR

Estado não terá que devolver rendas e taxas de exploração do contrato celebrado com a Portfuel para exploração de petróleo no Algarve.

Rendas de exploração de petróleo: Estado nada tem a devolver, decide PGR
Rendas de exploração de petróleo: Estado nada tem a devolver, decide PGR

A Empresa Portfuel – Petróleo e Gás de Portugal, do empresário Sousa Cintra, não tem direito à devolução de rendas e taxas pagos desde 2015 para a prospeção e exploração exclusiva de petróleo no Algarve, de acordo com parecer promulgado hoje, pela Procuradoria Geral da República (PGR).

“O Estado, ao rescindir os contratos com a concessionária não tem de reconstituir a situação patrimonial originária.”, diz o parecer publicado em Diário da República. A Procuradoria-Geral esclarece ainda que o Estado “terá apenas de restituir-lhe os montantes depositados a título de caução, conservando as quantias liquidadas como rendas de superfície e como taxas ou emolumentos”.

A PGR sublinha que o parecer, do final de 2016, mas somente publicado hoje em Diário da República, não foi o primeiro parecer sobre a concessão para explorar a Bacia do Algarve – mais concretamente Aljezur e Tavira – e resultou de um pedido do secretário de Estado da Energia para “prosseguir a consulta precedentemente solicitada e já preliminarmente prestada”.

Os argumentos apresentados pelo Governo para uma rescisão do contrato são analisados pela PGR, sublinhando que a 11 de fevereiro do ano passado o presidente da ENMC “considerava junto” do Secretário de Estado da Energia essa possibilidade, alegando que o concessionário não apresentou a apólice de seguro, num incumprimento da obrigação contratada.

As rendas de superfície e taxas auferidas pelo Estado foram recebidas pela Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC), em troca do exclusivo das pesquisas e prospeções contratadas em setembro de 2015.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”