O grupo Petrotec anunciou hoje a construção de uma nova unidade de produção de carregadores para veículos elétricos, tanto rápidos como ultrarrápidos, na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga.
O investimento vai ser de quatro milhões de euros e o início da produção está prevista para o segundo semestre deste ano, com 90% da produção a destinar-se à exportação.
O grupo Petrotec, fundado em 1983, conta com capitais 100% nacionais. Tem filiais em oito países e representação em 84 países de quatro continentes, contando com mais de 1.200 trabalhadores. Os seus equipamentos estão instalados em mais de 200 mil estações de serviços.
Em 2018, o grupo criou a marca Hellonext para prodzir equipamentos de carregamento de veículos elétricos ou de hidrogénio verde.
Esta fábrica vai fabricar equipamentos, precisamente, para a Hellonext, mas também para outros parceiros comerciais.
“Numa primeira fase, a unidade vai estar preparada para fabricar, anualmente, 3.000 carregadores rápidos e ultrarrápidos, na sua maioria, destinados a mercados como o Reino Unido, Espanha, Polónia, República Checa, Eslováquia, Estónia, Islândia, Lituânia e Roménia”, disse em comunicado o CEO do grupo Petrotec, Nuno Cabral.
“É nossa aspiração, no horizonte de 2030, ocupar uma posição central no panorama europeu de carregadores elétricos ultrarrápidos para veículos. Uma nova unidade industrial, é um passo decisivo nesse sentido, na medida em que nos facilita uma capacidade de resposta mais célere ao mercado”, disse, por sua vez, Hugo Rigor, diretor- geral da Hellonext.
A fábrica nasce de uma parceria estratégica entre o grupo Petrotec e os taiwaneses da Zerova para “o co-desenvolvimento e a distribuição de carregadores para veículos elétricos”.
“Em termos de equipamentos, por exemplo, está prevista a gradual incorporação de tecnologias do Grupo Petrotec que são referência de mercado, como sistemas de pagamento, gestão de conteúdos, gestão de frota e comunicação com o ponto de venda (POS), entre outros” segundo a empresa.
Entre os seus clientes encontram-se multinacionais como a BP, Mobil, Exxon, Shell ou as nacionais Galp e Prio, mas também retalhistas como Carrefour, Tesco, Sainsbury’s ou o Continente e Jerónimo Martins.