Quem disse que o batuque não cabe na JMJ?

O Centro Cultural de Belém convidou duas orquestras de jovens e o grupo Batucadeiras Finka-Pé para animar o Grande Auditório a propósito da realização da JMJ, em Lisboa. É já nos dias 2 e 3 de agosto. Só tem de levantar os bilhetes, a entrada é livre.

Quem disse que o batuque não cabe na JMJ?
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É sabido que decorre esta semana, em Lisboa, a Jornada Mundial da Juventude. O Centro Cultural de Belém (CCB) convocou, a propósito, jovens talentos, nomeadamente um projeto educativo que promove a inclusão social, e um grupo de mulheres que celebra a herança cabo-verdiana através do batuque, uma expressão musical associada a ocasiões festivas da comunidade.

Mas vamos por ordem de atuação. No dia 2 de agosto, sobe ao palco do Grande Auditório do CCB a Jovem Orquestra Portuguesa e as batucadeiras do grupo Finka-Pé, numa atuação que combina dança e percussão, imbuídas do ritmo, vivacidade e tradição cultural cabo-verdiana.

O Grupo de Batuque Finka-Pé surgiu em 1988 no Bairro Alto da Cova da Moura, concelho da Amadora, no âmbito das atividades desenvolvidas pela Associação Moinho da Juventude. Inteiramente formado por mulheres cabo-verdianas que habitam no bairro, o grupo dedicou-se à prática do batuque por ser um veículo de divulgação da cultura cabo-verdiana e por contribuir para a manutenção das tradições do seu país.

Os batuques – ou ‘batucadas’ – já tinham lugar aquando de ocasiões festivas da comunidade, como casamentos, batizados ou outras reuniões familiares, mas não havia, entre os cabo-verdianos, uma consciência do valor cultural do batuque. Ocasião para presenciar e sentir a energia desta prática musical, a que se junta, no dia 3 de agosto, a Orquestra Juvenil Geração.

Neste concerto, o repertório a apresentar, eclético e pleno de energia, inicia-se com um andamento da “Suíte Estância” do compositor argentino Alberto Ginastera, resultante de um processo de cocriação entre compositores portugueses e músicos migrantes que partiu de peças originais do compositor, prossegue com músicas do mundo e o “Hino à Juventude” de Joly Braga Santos.

Uma  proposta que coloca em diálogo diferentes culturas e estilos musicais, e que visa refletir os valores da Orquestra Geração, em particular a igualdade, a solidariedade, o trabalho em equipa e o respeito pelo outro.

Ambos concertos têm entrada livre. Os bilhetes devem ser levantados no próprio dia do espetáculo, na bilheteira do CCB, a partir das 14h.

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