Quase um terço das freguesias portuguesas ainda não têm 5G

Anacom revela que, no segundo trimestre de 2024, houve um aumento de 4% em cadeia no número de estações 5G instaladas, para as 10.368 estações com tecnologia de quinta geração.

Quase um terço das freguesias portuguesas ainda não têm 5G
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Todos os concelhos de Portugal têm rede móvel de quinta geração (5G), mas quase um terço (29%) das freguesias portuguesas continuam sem a tecnologia mais moderna de comunicações. No final do primeiro semestre deste ano, as estações de base 5G no país estavam distribuídas pelos 308 concelhos e por 2.196 freguesias (71%).

Segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), no segundo trimestre de 2024, houve um aumento de 4%, em relação ao trimestre anterior, no número de estações 5G instaladas para as 10.368 estações. No entanto, a maior parte das bases encontram-se em zonas de maior densidade populacional. Observando o mapa, denota-se que a região do Alentejo tem menos.

“Se, por um lado, estes indicadores vêm comprovar o crescimento das redes 5G em Portugal, por outro releva-se que não existe uma distribuição homogénea ao longo do território, verificando-se que é ao longo da faixa litoral ocidental, principalmente entre Viana do Castelo e Setúbal, e da faixa litoral meridional (Algarve), que a concentração do número de estações é maior”, refere a Anacom, no relatório mais recente sobre o desenvolvimento do 5G.

Em relação às operadoras de telecomunicações, a NOS e a Vodafone lideram por ter estações 5G em todos os concelhos, enquanto a MEO – que ontem se destacou por ter recebido menos reclamações de serviços fixos e móveis – tem presença em 305 dos 308 concelhos.

A Anacom revela ainda que, até ao final do segundo trimestre de 2024, tanto a MEO como a NOS e a Vodafone instalaram 10.368 estações 5G no continente e das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, na sequência do leilão do espectro de radiofrequências que ocorreu em 2021.

“Atendendo às características das redes móveis 5G – que se antecipa que venham a ter um grau de densidade de antenas relativamente elevado por comparação com tecnologias anteriores – é expectável que continue a existir um ritmo relevante de investimento na instalação de mais estações de base, com vista ao reforço da cobertura e da capacidade das redes”, lê-se no documento do regulador .

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