“Quando é hora de partilhar, todos partilhamos”: Espanha sobe salário mínimo para 1.221 euros

"Que ninguém nos diga que não podemos aumentar os salários quando os lucros estão a crescer": o chefe do Governo, Pedro Sánchez desafiou os "patrões" a não se retirar deste acordo.

“Quando é hora de partilhar, todos partilhamos”: Espanha sobe salário mínimo para 1.221 euros
Prime Minister of Spain Pedro Sanchez speaks during a Reuters NEXT Newsmaker event at Instituto Cervantes in New York City, July 21, 2021. REUTERS/Andrew Kelly

O Governo espanhol formalizou esta segunda-feira um acordo com os sindicatos para aumentar o Salário Mínimo Interprofissional (SMI) para 1.221 euros brutos mensais. Este ajuste representa uma subida de 3,1% face ao valor de 2025 e terá efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026.

A cerimónia formal de assinatura, realizada na sede do Ministério do Trabalho e desta vez com a presença do primeiro-ministro Pedro Sánchez, um gesto de significativo peso político.

No entanto, esta medida não foi apoiada por todos. “A associação patronal decidiu não participar”, afirmou o primeiro-ministro espanhol. “Foram eles que decidiram retirar-se deste acordo. O que é inaceitável é que, num contexto de prosperidade económica, os salários de quem recebe o salário mínimo estejam a ser questionados enquanto os lucros chegam a milhões”, acrescentou.

“Quando é hora de apertar os cintos, todos apertamos, e quando é hora de partilhar, todos partilhamos. Que ninguém nos diga que não podemos aumentar os salários quando os lucros estão a crescer. O Governo está a fazer isso com o que está ao seu alcance: o salário mínimo e os salários do sector público. Peço à associação patronal que cumpra a sua parte, que pague mais. Vamos aumentar os salários onde ainda não houve aumento”, destacou o chefe do Governo espanhol.

Segundo o acordo assinado, o salário mínimo em Espanha continuará isento de impostos sobre o rendimento singular.

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