Qualquer acordo para Gaza exige fim da agressão israelita, afirma Hamas

“Qualquer processo ou acordo político discutido em relação à Faixa de Gaza e ao futuro do nosso povo palestiniano deve começar com a completa cessação da agressão, o levantamento do bloqueio e a garantia dos direitos nacionais legítimos do nosso povo, principalmente o direito à liberdade e à autodeterminação”, escreveu o Hamas.

Qualquer acordo para Gaza exige fim da agressão israelita, afirma Hamas
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O movimento islamista palestiniano Hamas disse que qualquer acordo relativo à Faixa de Gaza deve começar com “uma cessação completa da agressão” israelita, após a primeira reunião em Washington do Conselho de Paz.

“Qualquer processo ou acordo político discutido em relação à Faixa de Gaza e ao futuro do nosso povo palestiniano deve começar com a completa cessação da agressão, o levantamento do bloqueio e a garantia dos direitos nacionais legítimos do nosso povo, principalmente o direito à liberdade e à autodeterminação”, escreveu o Hamas.

Horas antes, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidiu ao primeiro encontro do Conselho de Paz, em Washington, ao qual assistiram líderes e representantes de mais de 40 países.

Num comunicado divulgado na quinta-feira à noite, o Hamas criticou “a realização desta reunião enquanto os crimes da ocupação [de Israel] e as repetidas violações do acordo de cessar-fogo continuam”.

A situação “obriga a comunidade internacional, bem como as partes participantes no Conselho de Segurança [da ONU], a tomar medidas concretas que o obriguem a pôr fim à sua agressão, a abrir as passagens, a permitir a entrada de ajuda humanitária sem restrições e a iniciar imediatamente a reconstrução” da Faixa de Gaza, acrescentou o movimento.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu na quinta-feira na necessidade de desarmar o Hamas antes de qualquer reconstrução da Faixa de Gaza.

“Concordámos com o nosso aliado, os Estados Unidos, que não haveria reconstrução de Gaza antes da desmilitarização de Gaza”, afirmou Netanyahu, que esteve ausente da reunião em Washington, onde foi representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar.

Em Washington, Trump afirmou que vários países, principalmente do Golfo, prometeram “mais de sete mil milhões de dólares” (seis mil milhões de euros) para reconstruir o território palestiniano, devastado por dois anos de guerra.

A Indonésia, um país maioritariamente muçulmano, vai assumir o papel de vice-comandante da força internacional de estabilização prevista no plano de Trump para Gaza, aprovado em novembro pelo Conselho de Segurança da ONU, anunciou o general norte-americano Jasper Jeffers, nomeado comandante desta força.

Jeffers especificou que cinco países já se comprometeram a fornecer tropas para esta força, citando, além da Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia.

Na mesma reunião, Trump disse que o Conselho da Paz, visto por alguns analistas como uma alternativa ao multilateralismo do sistema da ONU, “praticamente supervisionará as Nações Unidas e assegurará que funcionem bem”.

Em resposta, o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, afirmou que cabe aos Estados-membros rever o funcionamento da organização.

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