PSI resiste às perdas europeias. Mota-Engil ganha mais de 3% a meio da sessão

O índice da bolsa de Lisboa está a negociar em terreno positivo, apesar das perdas que se registam nas principais perdas europeias. O índice do Reino Unido regista o maior decréscimo, depois de divulgados os números referentes à inflação, que abrandou menos do que estava previsto.

PSI resiste às perdas europeias. Mota-Engil ganha mais de 3% a meio da sessão
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A bolsa de Lisboa está a negociar em terreno positivo no meio da sessão desta quarta-feira, a ganhar 0,11% para 6.205,15 pontos. Entre as cotadas destaca-se a valorização da Mota-Engil, que valoriza 3,85%, para 1,996 euros por título.

Entre as maiores subidas surge também a EDP ao subir 1,92% para 5,09 euros e a NOS a progredir 1,71% para 4,06 euros.

Por outro lado, a Ibersol protagoniza a perda mais acentuada, na ordem de 2,12%, com as ações a valerem agora 6,46 euros. A dona do KFC mantém a rota descendente que tinha na abertura da sessão.

Entre as grandes praças europeias, o sentimento é misto, mas maioritariamente negativo. O Itália 40 ganha 0,09% para 2.681,4 pontos, ao passo que o IBEX 35 (Espanha) cresce 0,13% e vale agora 9.434,54 pontos. Por outro lado, o CAC 40 (França) escorrega 0,03% para 7.531,22 pontos, o DAX (Alemanha) recua 0,20% para 15.851,05 pontos e o FTSE 100 (Reino Unido) cai 0,26% até aos 1.277,2 pontos, depois de conhecidos os números da inflação, que se mantém nos dois dígitos.

Nos combustíveis, o custo do brent cai 1,99% para 83,08 dólares por barril, ao passo que o crude regista um decréscimo de 1,97% para 79,31 dólares. Entre as divisas, o euro cresce 0,41% para 1,0926 dólares.

“A generalidade das praças europeias negoceia em leve baixa esta manhã, com o índice britânico a ser o que mais recua, depois da revelação de que a inflação no Reino Unido abrandou menos que o esperado, tendo ficado acima dos 10% pelo sétimo mês consecutivo, com a inflação na alimentação a disparar 19,1%, colocando maior pressão sobre o BoE na subida de taxas”, de acordo com o analista de mercados do Millenium Investment Banking, Ramiro Loureiro.

“Isto levou alguns especuladores de mercado a estimarem uma subida de 50 pontos-base na próxima reunião do banco central, com o mercado a dar como garantida uma subida de 0,25%. Na zona euro, foi confirmado que a inflação abrandou dos 8,5% em fevereiro para os 6,9% em março, em linha com a leitura preliminar. No seio empresarial, destaque para as más reações a contas da ASML, que recua quase 3% após desiludir na carteira de encomendas, e aos dados operacionais da JustEat, cujas operações abrandaram mais que o esperado. Do lado dos ganhos destaca-se a Heineken, que conseguiu compensar a queda de volumes com o aumento de preços. Por cá, o PSI mostra-se resiliente ao sentimento europeu, com Mota-Engil a disparar 3% e EDP a valorizar quase 2%, depois de mostrar dados operacionais. Já a NOS destaca um dividendo bruto de €0,43/ação, sendo que o título até está a descontar em bolsa um valor inferior, pelo que pode verificar uma valorização teórica em mercado”, acrescenta.

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