A bolsa de Lisboa cai 0,94% para 6.130,15 pontos a meio da sessão desta quinta-feira, mantendo a tendência negativa do início da negociação, com o sector da energia a pressionar o principal índice português.
A Greenvolt lidera entre as cotadas que mais perdem, com uma desvalorização de 1,78% para 5,820 euros, seguida da EDP Renováveis, que cai 1,28% para 16,36 euros, da Galp, que recua 1,25% para 13,84 euros, e da EDP, que perde mais ligeiramente 0,64% para 4,205 euros.
Em terreno negativo estão, igualmente, o BCP e a Jerónimo Martins, que perdem 1,02% para 0,2533 euros e 1,21% para 21,30 euros, respetivamente.
Do lado dos ganhos encontram-se, somente, quatro empresas: Ibersol (+0,86), Semapa (0,45%), CTT (0,30%) e The Navigator (0,06%).
O cenário é igualmente negativo na generalidade das praças europeias. Por mercados, o francês CAC recua 1,46% para 7.224,07 pontos, o alemão DAX perde 1,17% para 15.596,55 pontos e o espanhol IBEX desce 1,52% para 9.499,10 pontos. No Reino Unido, o FTSE cai 0,35% para 7.705,15 pontos no rescaldo da decisão do Banco de Inglaterra (BoE) sobre a taxa de juros. À imagem do que a Reserva Federal decidiu, o BoE manteve os juros inalterados.
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Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium Investmente Banking, destaca que “os investidores reagiram negativamente ao discurso de ontem do Presidente da Fed, que apesar de ter mantido a taxa de juro inalterada nos 5,25%-5,50%, deixou a janela aberta para mais uma subida este ano e menores descidas no próximo, perspetivando que o ambiente de juros elevados se mantenha durante mais tempo”.
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“Isto porque o Banco Central norte-americano acredita que apenas atingirá o seu objetivo de inflação em 2026. Como reflexo, as yields de dívida soberana sobem e jogam contra os mercados de ações”, explicou ainda o mesmo especialista.
Ao início da noite de ontem, a Reserva Federal (Fed)anunciou a decisão de manter os juros inalterados entre 5,25% e 5,5%.
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