Procuradora do caso Rui Pinto pediu autorização para afastar Judiciária da investigação

Magistrada que dirigiu o inquérito queixou-se da atuação pouco célere ou mesmo desinteressada da Polícia Judiciária, algo que no seu entender pode contribuir para a prescrição dos ilícitos menos graves que tenham sido cometidos em 2016 ou 2017.

Procuradora do caso Rui Pinto pediu autorização para afastar Judiciária da investigação
Rui Pinto

A procuradora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Vera Camacho, que conduziu o inquérito do caso Rui Pinto, pediu que a procuradora-geral da República a autorizasse a afastar a Polícia Judiciária (PJ) da investigação e accionar outro órgão de polícia criminal, revela a edição desta segunda-feira, 7 de agosto, do jornal “Público”.

A magistrada queixou-se da atuação pouco célere ou mesmo desinteressada da Polícia Judiciária, algo que no seu entender pode contribuir para a prescrição dos ilícitos menos graves que tenham sido cometidos em 2016 ou 2017.

“Não restam dúvidas de que, se estes autos forem votados a um andamento regular, se sucederão prescrições”, escreveu Vera Camacho num dos seus despachos.

Rui Pinto está acusado de 377 crimes informáticos, tendo a sua sentença sido adiada, na sequência da amnistia decretada pela vinda do Papa Francisco a Portugal. A leitura do novo acórdão está marcada para 11 de Setembro.

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