Os transportes coletivos urbanos observaram um aumento da procura nos primeiros dois meses do ano, confirmando a tendência de recuperação no número de passageiros. De relembrar que muitos portugueses deixaram de se deslocar nos transportes públicos devido à pandemia de Covid-19, ainda que fosse obrigatório o uso de máscara.
De acordo com dados recolhidos pelo Ministério do Ambiente, a procura pelo Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto e Transtejo/Soflusa cresceu 45% em janeiro e fevereiro de 2023 em relação ao período homólogo.
Ainda assim, a procura pelos transportes em Lisboa ainda está entre 6% e 8% abaixo da verificada em 2019, quando estas ainda não eram afetadas pela pandemia.
No caso da Metro do Porto, o número de passageiros observado entre janeiro e fevereiro de 2023 superou em 12% a procura registada em 2019, embora ainda não tenha atingido os valores de 2020, “que refletem os ganhos de procura decorrentes da aplicação do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), em abril de 2019”, nota a tutela de Duarte Cordeiro.
Entre 2019 e 2022, o Ministério do Ambiente e Ação Climática mobilizou 905 milhões de euros para os transportes públicos através do PART, o Programa de Apoio à Densificação e Reforço da Oferta de Transporte Público (PROTransP) e de dotações extra de forma a manter a oferta durante o período de pandemia.
Para o Orçamento do Estado de 2023, ficaram inscritos 138,6 milhões de euros para o PART. A estas verbas acrescem 50 milhões de euros para assegurar a manutenção dos preços vigentes em 2022 dos passes de transportes públicos, e mais 60 milhões de euros, no caso de ser necessário assegurar os níveis de oferta. O PROTransP mantém a verba de 20 milhões de euros, reforçada no ano passado.