O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, pediu coragem reformista, ao país, no campo económico e social.
O autarca defendeu que são necessários “novas formas de pensar” de modo a que a Região Autónoma da Madeira consiga reter, em termos económicos e sociais, os jovens qualificados.
“É preciso muita coragem política para fazer as alterações necessárias. Temos que rever, urgentemente, como é que o país está organizado, como é que o país paga aos seus funcionários públicos e que nível de renumeração temos que ter nas empresas”, disse Pedro Calado.
O presidente da Câmara do Funchal considerou que um dos problemas em Portugal é o “nivelar por baixo, constantemente, em que se remunera e premeia todos por iguais”.
Pedro Calado utilizou como exemplo a Função Pública, que “faz com que, presentemente, quem não produza, acabe por ter a mesma valorização, o que está errado, sendo ainda não só um impeditivo de aumentar e melhorar a produtividade e o mérito, como também um grande obstáculo ao crescimento do país”.
O autarca disse que outro problema é o envelhecimento da população e a consequente diminuição da população ativa.
Pedro Calado disse que é preciso efetuar uma reorganização do mundo laboral, através de mudanças na legislação, “dando mais tempo para a vida própria das pessoas e das famílias, isto sem as prejudicar em termos laborais, até por ser necessário pagar mais e melhor”.
O autarca considerou que a Madeira “está a fazer um caminho brilhante em termos económicos”. Pedro Calado lembrou o “período muito difícil” do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), e a pandemia, e sublinhou que agora a Região está a viver um tempo de “grande crescimento económico e também alterações nas atividades económicas”.
Pedro Calado acrescentou que a Região conseguiu equilibrar as suas contas e se desenvolver em termo económicos.
“Atraímos pessoas qualificadas para vir trabalhar para a Madeira (nómadas digitais). Estamos a criar empresas. Nunca tivemos tantas empresas, na Região, como neste momento”, disse o autarca.
O presidente da Câmara do Funchal disse que agora “é tempo de olhar para o futuro de uma forma um bocadinho diferente, sublinhando que “hoje, o nosso grande desafio é sermos capazes de sairmos da nossa bolha de conforto, não pensar exatamente no mesmo padrão com que fomos arrastados a pensar da mesma forma e pensarmos no que se pode fazer, de diferente, para se reter os nossos jovens qualificados, na Região, para serem mais bem pagos, para encontrarem, na nossa Região, um lugar de crescimento social, familiar, e futuro, até porque temos boas condições para isso”.