A presidência da ADENE, a agência portuguesa para a energia, da Rede Europeia de Agências de Energia (EnR) chegou ao fim. Em comunicado, a agência portuguesa revela que termina o mandato com a certeza de dever cumprido.
A ADENA assumiu a liderança do organismo em 16 de fevereiro de 2022, tendo apresentado uma agenda ambiciosa, dado seguimento ao trabalho desenvolvido pelas presidências anteriores e o “seu contributo para o desenho de políticas públicas que impulsionam a transição energética e digital de cada um dos membros da rede, mas também em todo o espaço europeu”, salienta o presidente da ADENE, Nelson Lage.
Durante o mandato português, o sector de energia viveu enormes transformações e desafios, o que reforçou a aposta da presidência portuguesa nas cinco áreas temáticas escolhidas: pobreza energética, comunidades de energias renováveis, nexus água-energia, green jobs & skills e cooperação internacional.
Uma das primeiras decisões tomadas pela presidência portuguesa foi a suspensão da cooperação com a Agência Russa de Energia, em resposta à invasão da Federação Russa à Ucrânia, tendo Nelson Lage afirmado que a decisão esteve em “consonância com as sanções da União Europeia e a postura geral da comunidade internacional contra esta guerra”.
Ao longo de 13 meses, a EnR organizou e participou em mais de 15 eventos internacionais, contando com mais de mil participantes. Foi organizado o primeiro European Youth Energy Forum, em parceria com a European Youth Energy Network e do ponto de vista técnico a EnR realizou sete novas publicações.
Nelson Lage afirma que “todo este trabalho representa bem a capacidade e valor acrescentado da rede EnR para encontrar soluções de forma a acelerar a transição energética e fazer face à atual crise energética”.
A presidência da EnR vai ser assumida pela Agência Alemã de Energia.