Preço do ouro com pico acima de 3 mil dólares em 2026 antes de começar a cair

Preço do ouro vai rondar os três mil dólares por onça neste e no próximo ano, antes de começar a recuar.

Preço do ouro com pico acima de 3 mil dólares em 2026 antes de começar a cair
Cerca de 49% do ouro português está noutros bancos centrais estrangeiros

O preço do ouro deverá manter-se nos 3 mil dólares por onça em 2025 e 2026 e começar a cair a partir de 2027. Este é o consenso dos analistas numa análise hoje publicada pela “Morningstar DBRS”.

“O preço do ouro deverá manter-se nos 3 mil dólares por onça na continuação de 2025 e ao longo de 2026. Contudo, os preços do ouro deverão ter uma tendência baixista em 2027 e devem atingir os 2.650 dólares por onça em 2029”, segundo a análise da agência de rating canadiana, prevendo 2.986 dólares em 2025, 3.023 em 2026, 2.867 dólares em 2027, 2.748 dólares em 2028 e 2.647 dólares em 2029

No curto prazo, a agência diz que é difícil ver uma “correção” no preço, mas alerta que os períodos prolongados de subida dos preços são, regra geral, seguidos de prolongados períodos de queda que podem atingir “vários anos”.

“Antes da atual subida, os preços do ouro estagnaram durante muitos anos entre 2016 e meados de 2019, com os preços a rondarem os 1.250 euros por onça. Durante este período, as companhias mineiras reduziram significativamente o gasto de capital. A indústria também viu uma série de operações de elevado custo a terem lugar”, com a rentabilidade em causa devido ao preço de então.

“À medida que as tensões geopolíticas começam a dissipar, os  fluxos comerciais ajustam-se a novas políticas tarifárias, e há um regresso a uma era de crescimento económico estável, não é difícil imaginar o ouro a entrar num período de preços estagnantes ou mesmo um declínio gradual à medida que o brilho do ouro começa a dissipar como um ativo de refúgio”, preveem os analistas.

A Morningstar DBRS considera que os preços atuais são uma “oportunidade para as empresas mineiras melhorarem significativamente” os seus perfis de risco: aumentando a vida das minas, comprando operações de alta qualidade, expandindo-se para a exploração de novos minérios, ou comprarem ativos em países “mais estáveis e amigáveis para a mineração”, reduzindo o risco político no seu perfil, destacou Brian Szeto.

Estas medidas poderão providenciar uma “oportunidade de ouro para os mineiros investirem no seu futuro e assegurarem que a rentabilidade do seu negócio à medida que se entra num ambiente de baixos preços de ouro”.

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