No segundo trimestre de 2022, o preço mediano de alojamentos familiares na Região Autónoma da Madeira (RAM) foi de 1.534 euros/m2, um crescimento homólogo de 5,8%, segundo informação do Instituto Nacional de Estatística (INE), recolhida pela Direção Regional de Estatística da Madeira.
No primeiro trimestre do mesmo ano, o crescimento foi de 14,2%, tendo desacelerado entre abril e junho.
O preço mediano das habitações na RAM (1.534/m2) está, no segundo trimestre de 2022, abaixo do Algarve (2.358 euros/m2) e da Área Metropolitana de Lisboa (2.076 euros/m2), mas encontra-se acima do valor nacional (1.494 euros/m2).
Contrariamente à desaceleração registada na RAM, a nível nacional verificou-se uma nova aceleração do crescimento dos preços da habitação, com a taxa de variação homóloga a passar de 17,2%, no primeiro trimestre de 2022, para 17,8%, no segundo trimestre de 2022.
Assim, face ao trimestre precedente, a RAM registou uma quebra de 3,3%, e o país, um aumento de 2,8%.
Considerando os municípios com mais de 100 mil habitantes, o Funchal registou um preço mediano (1.919 euros/m2) superior ao do país (1.494 euros/m2), apresentado um crescimento homólogo (de 19,0%) superior ao nacional (de 17,8%). Face ao trimestre anterior, a variação foi negativa, de menos 2,6%.
No período em análise, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados na RAM envolvendo compradores com domicílio fiscal no Estrangeiro foi de 2.207 euros/m2, sendo que, no caso das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal em Território Nacional, este valor foi de 1.496 euros/m2. O preço mediano de alojamentos familiares adquiridos pelas Famílias foi de 1.515 euros/m2 e pelos compradores pertencentes aos restantes setores institucionais de 1.561 euros/m2.
Preço das casas na Madeira aumentou nos últimos 12 meses
Olhando para os últimos doze meses, verifica-se que o preço mediano dos alojamentos familiares na RAM foi de 1.506 euros/m2, um aumento trimestral de 1,7% e homólogo de 12,1%.
A nível nacional, o preço mediano foi inferior, de 1.402 euros/m2, com variações positivas, pela mesma ordem, de 4,2% e de 15,1%.
Os preços das habitações na Madeira ficam apenas atrás do Algarve (2.199 euros/m2) e da Área Metropolitana de Lisboa (1.956 euros/m2). Mais ainda, na RAM, o valor do segmento dos alojamentos novos (1.808 euros/m2) continuou a superar o valor dos alojamentos existentes (1.442 euros/m2), em 366 euros/m2.
Neste período, o valor mediano de alojamentos familiares transacionados na RAM adquiridos por compradores com domicílio fiscal no Estrangeiro foi de 1.960 euros/m2, superior ao das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal em Território Nacional, que se fixou nos 1.477 euros/m2. O preço mediano de alojamentos familiares adquiridos pelas Famílias foi de 1.508 euros/m2 , e pelos compradores pertencentes aos restantes setores institucionais de 1 .466 euros/m2.
Por municípios, no Funchal o preço mediano da habitação, nos últimos doze meses, situou-se nos 1.919 euros/m2 (o mesmo valor dos últimos três meses), o que significa que este município foi o único da RAM a registar um valor acima da média regional (mais 413 euros/m2).
Nesta altura, no ranking nacional, o Funchal ocupava a 21.º lugar dos municípios com valor mediano mais elevado, com a lista a continuar a ser liderada por Lisboa (3.704 euros/m2), sendo as posições seguintes ocupadas por municípios da Área Metropolitana de Lisboa, Algarve e Porto.
De realçar que do conjunto das cidades portuguesas com mais de 100 mil habitantes (Lisboa, Porto, Funchal, Amadora, Coimbra, Vila Nova de Gaia e Braga), o Funchal surge com o décimo valor mais alto, depois de Lisboa, Cascais, Oeiras, Porto, Odivelas, Almada, Loures, Matosinhos e Amadora.
Para além do Funchal, os municípios de Santa Cruz, Câmara de Lobos, Ponta do Sol, Porto Santo, Calheta, Machico e de São Vicente, embora registando preços abaixo da média da RAM, registaram todos valores acima dos mil euros (1.412 euros/m2, 1.270 euros/m2, 1.229 euros/m2, 1.211 euros/m2, 1.171 euros/m2, 1.167 euros/m2 e 1.052 euros/m2, respetivamente).
Por outro lado, o valor mais baixo foi observado em Santana (696 euros/m2).
Importa ainda relembrar que esta informação é produzida a partir de dados administrativos fiscais do Imposto Municipal por Transmissões onerosas (IMT) e do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), fornecidos mensalmente pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ao INE, com base num protocolo de colaboração estabelecido entre estes dois organismos.