A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) defendeu ser “urgente dar resposta aos problemas que persistem”, referindo-se à precariedade e aos baixos salários.
https://jornaleconomico.pt/noticias/cgtp-critica-governo-por-optar-pelo-alargamento-generalizado-dos-horarios-das-creches/
“É preciso responder aos problemas que persistem e que causam a degradação das condições de vida de quem trabalha. Para tal, é preciso romper com o modelo de precariedade e baixos salários vigente no nosso país e valorizar o trabalho e dos trabalhadores”, diz a CGTP em comunicado.
Para a confederação é preciso existir “uma valorização que exige, entre outras medidas, o aumento geral e significativo dos salários e a estabilidade e segurança no emprego, segundo o princípio que a um posto de trabalho permanente tem de corresponder um vínculo de trabalho efetivo”.
No comunicado, a CGTP aponta ainda que “os salários continuam a perder poder de compra. O rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem foi de 1.044 euros no 2º trimestre, tendo crescido 0,5% em termos nominais mas descido 3,7% em termos reais”.
Além disso, a confederação refere também que “da evolução do emprego e desemprego no 2º trimestre, de acordo com os dados do Inquérito ao Emprego, do INE, destaca-se o aumento do desemprego, o forte aumento da precariedade e a continuação da perda de poder de compra dos salários”.