Portugueses entre os europeus que menos vão gastar nas férias de verão

O estudo ECPR Pulse 2024, da Intrum, revelou que os consumidores portugueses estão entre os europeus que menos vão gastar nas suas férias de verão, com 39% dos consumidores portugueses a admitir que vão investir numas boas férias.

Portugueses entre os europeus que menos vão gastar nas férias de verão
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Chegou a altura das tão esperadas férias de verão, um período de descanso para muitas pessoas, no entanto, o estudo ECPR Pulse 2024, da Intrum, revelou que apenas 39% dos consumidores portugueses admite gastar dinheiro numas boas férias de verão este ano.

Este valor fica abaixo da média europeia, com 48% dos europeus a admitir que a sua situação financeira atual lhes permite gastar mais em férias.

De acordo com o estudo, 51% dos inquiridos portugueses e 50% dos europeus, pertencentes à geração Z, revelou que vai gastar mais com as suas férias este ano, no entanto, entre os Millenials, estas percentagens descem para 43% dos portugueses e 48% dos europeus.

A geração X é a mais contida, sendo que, a nível nacional, apenas 33% responderam que não vão olhar tanto aos custos relacionados com as férias e apenas 44% dos europeus afirmaram o mesmo. No entanto, são os Boomers quem mais vai apertar os cordões à bolsa.

Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, afirma que “a inflação e as altas taxas de juro estão a pressionar os orçamentos familiares em toda a Europa, e Portugal não é exceção. O facto de apenas 39% dos portugueses inquiridos considerar gastar mais dinheiro com férias é um indicativo forte do quanto estas questões estão a influenciar as decisões de consumo”.

“As gerações mais jovens, em particular a Geração Z e os Millennials, por natureza, são mais otimistas, mas mesmo assim demonstram uma preocupação crescente com o impacto económico que afeta os seus rendimentos, levando-os a reduzir os seus gastos como uma forma de gerir melhor as suas finanças pessoais”, revela Luís Salvaterra.

Para além dos portugueses, também os gregos, húngaros, checos e eslovacos mostram-se mais ponderados quanto às despesas, enquanto os suíços, espanhóis, neerlandeses e dinamarqueses não pretendem abdicar de gastar mais.

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