Portugal também disposto a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz

Portugal subscreveu um texto onde 30 países afirmam estar prontos para "contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.

Portugal também disposto a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz
Paulo Rangel AHP

Portugal juntou-se ao grupo de 30 países dispostos a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra, confirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Portugal subscreveu um texto onde 30 países afirmam estar prontos para “contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura” pelo Estreito de Ormuz.

Publicado inicialmente pelo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão na quinta-feira, a declaração defende que “segurança marítima e liberdade de navegação beneficiam todos os países” e apela a todos os Estados para respeitarem o direito internacional e defendam os “princípios fundamentais da prosperidade e segurança globais”.

Segundo a página do Governo britânico, além de Portugal, também subscreveram a declaração Trinidad e Tobago, República Dominicana, Croácia, Bulgária, Kosovo, Panamá e Macedónia do Norte, juntando-se à Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Letónia, Eslovénia, Estónia, Finlândia, Noruega, Nova Zelândia, República Checa, Roménia, Suécia e Emirados Árabes Unidos.

No comunicado, estes países condenam os recentes ataques do Irão contra navios comerciais, ataques a infraestruturas energéticas de petróleo e gás e ao “encerramento de facto” do estreito de Ormuz e exigem que Teerão pare “imediatamente as suas ameaças, colocação de minas, ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o estreito à navegação comercial”.

No texto, os países signatários frisam que a “interferência na navegação internacional e a perturbação das cadeias de abastecimento energético globais constituem uma ameaça à paz e à segurança internacionais” e pedem uma “moratória imediata e abrangente sobre os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás”.

A declaração foi publicada a 19 de março, horas após a companhia energética pública do Qatar confirmar “danos consideráveis” no complexo de gás de Ras Laffan causados por ataques de mísseis iranianos.

Os ataques de retaliação do Irão também afetaram instalações petrolíferas e de gás natural em outros países árabe vizinhos e bloquearam o Estreito de Ormuz, uma rota marítima importante.

Os ataques iranianos são uma retaliação contra a operação militar iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, que resultou na morte de vários líderes e milhares de civis.

O conflito levou a um aumento do preço do petróleo para cerca de 110 dólares, após ter registado um recorde de 119 dólares há uma semana, muito acima dos 72 dólares em que negociava antes da guerra, alimentando receios de dificuldades semelhantes às crises do petróleo de 1973 e de 1979.

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