Portugal aposta 1,7 milhões em candidatura ao Conselho de Segurança da ONU em 2027-2028

O orçamento contempla uma "aposta na valorização das carreiras", de acordo com Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.

Portugal aposta 1,7 milhões em candidatura ao Conselho de Segurança da ONU em 2027-2028
Carlos Barroso/Lusa

O Governo destinou 1,7 milhões de euros à candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, como membro não permanente, em 2027-2028, processo que será lançado esta semana em Nova Iorque, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Que seja um bom augúrio do papel que o nosso país pode desempenhar no mundo”, referiu Paulo Rangel, durante a audição conjunta na Assembleia da República, pelas comissões de Orçamento, Finanças e Administração Pública, dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e dos Assuntos Europeus, no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado 2025 (OE2025).

Na sua intervenção, o governante anunciou a criação, no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), da Direção-Geral de Direito Europeu e Internacional, que “terá uma função transversal a todo o ministério” e irá interagir com todos os departamentos do Governo, nestas áreas.

Sobre o orçamento do MNE para o próximo ano, Paulo Rangel afirmou que aumenta 10,1%, no total de 472,9 milhões de euros, face a 2024, ressalvando que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) passou para a tutela do Ministério da Economia, sendo que neste ano o seu orçamento alcançava 244,9 milhões de euros.

Um orçamento que, sublinhou, “aposta na valorização das carreiras”, com uma dotação de 218 milhões de euros (mais 8,9%, equivalente a 17,9 milhões de euros) para despesas com pessoal.

Rangel destacou ainda “os principais eixos da política externa portuguesa: o pilar europeu, a CPLP, a NATO, o multilateralismo, a lusofonia e comunidades portuguesas”.

“São constantes da política externa que têm de ser integradas e prosseguidas neste novo e complexo contexto”, considerou, afirmando que o orçamento deste ministério pretende “justamente adaptar as suas ferramentas e instrumentos a este ambiente mais hostil, quase a fazer parecer que as alterações climáticas contagiaram a geopolítica e a tornaram imprevisível e indomável”.

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