O antigo ministro defendeu que o Estado só deveria intervir em empresas de aviação quando “absolutamente necessário”, na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação.
“O estado só deve intervir em empresas do sector da aviação quando isso é absolutamente fundamental”, afirmou Pires de Lima no Parlamento.
O ex-governante disse que foi por esse mesmo motivo que o Governo de 2015 desenhasse “a privatização da TAP a 100%”. “Primeiro 66% e depois os outros 33% em 2017”, destacou.
“Se uma empresa privada tem prejuízo apesar de ter resultados comerciais fantásticos isso é um problema nos accionistas privados, não é um problema dos contribuintes portugueses e é isso que, do meu ponto de visto, é preciso assegurar”, sublinhou.
Pires de Lima disse entender que “apesar da empresa ter tido evolução comercial muito positiva porque aumentou o número de passageiros, o número de rotas, a frota de aviões foi substancialmente renovado, o número de trabalhadores aumentou em 2 mil, era melhor que se evitasse este híbrido que é o pior dos dois mundos”.
“É ter uma gestão privada com um modelo de governação definido pelo Partido Socialista em que os administradores por parte do Estado eram todos não executivos”, frisou.
Para Pires de Lima “estes modelos híbridos são altamente indesejáveis porque a TAP teve uma administração maioritariamente publica de 2017 para a frente, mas que não era responsável por nada”. “Ouvindo os responsáveis do Partido Socialista parece que foi isso que aconteceu”.