Pinto Luz assegura que dinheiro gasto pelos municípios com mau tempo não contará para endividamento

Miguel Pinto Luz esteve numa reunião da AML, que decorreu em Loures, distrito de Lisboa, interrompendo a presença na reunião do Conselho de Ministros, para apresentar aos autarcas o programa PTRR

Pinto Luz assegura que dinheiro gasto pelos municípios com mau tempo não contará para endividamento
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O ministro das Infraestruturas assegurou esta quinta-feira aos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa que os investimentos para responder aos prejuízos do mau tempo não vão contar para o endividamento das câmaras municipais, revelou o presidente do Conselho Metropolitano.

“Aquilo que nos disse, as boas notícias, é que o PTRR [Portugal Transformação Recuperação Resiliência] não contará para o ‘déficit’, no sentido daquilo que é o ‘déficit’ de uma câmara municipal, que aliás não pode existir, as câmaras municipais não podem ter ‘déficit’”, afirmou o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), transmitindo a mensagem deixada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, aos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Miguel Pinto Luz esteve numa reunião da AML, que decorreu em Loures, distrito de Lisboa, interrompendo a presença na reunião do Conselho de Ministros, para apresentar aos autarcas o programa PTRR de resposta aos efeitos adversos e as consequências dos recentes fenómenos climáticos que afetaram o país, sobretudo entre o final de janeiro e o início de fevereiro, com chuva intensa e ventos fortes.

O ministro saiu sem prestar declarações aos jornalistas, tendo o balanço da reunião sido feito por Carlos Moedas, que revelou que o levantamento provisório de prejuízos nos 18 concelhos da AML aponta para danos de “quase 270 milhões de euros”.

“Ficámos muito, de certa forma, esperançados com o PTRR”, afirmou o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, considerando “uma boa notícia” que este programa seja alargado a todos os municípios do país, em vez de ser apenas para os que estiveram em situação de calamidade.

Ressalvando o levantamento de danos do mau tempo na AML “não é comparável” com outros distritos do país, inclusive Leiria, com prejuízos avultados, Carlos Moedas explicou que há municípios que não estiveram em situação de calamidade, mas que têm “danos muito profundos”.

O representante da AML defendeu que é preciso “agilidade e rapidez” na execução do programa PTRR, sem a “quantidade de burocracia” a que os autarcas são habitualmente confrontados, para evitar atrasos na disponibilização de verbas para responder a “necessidades prementes” devido ao mau tempo.

Carlos Moedas sublinhou que os municípios estão já a responder aos prejuízos das recentes intempéries, mobilizando verbas dos orçamentos municipais para intervir: “Estamos aqui a substituir-nos ao Estado Central, porque somos os que estamos na linha da frente, temos de defender as pessoas, estamos a utilizar esse dinheiro, portanto precisamos de ser ressarcidos desse dinheiro o mais depressa possível.”

Nesse sentido, o autarca congratulou-se com o anúncio do ministro das Infraestruturas de que esses investimentos não vão contar para o limite legal de endividamento das câmaras municipais.

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