Passos Coelho recomenda a Montenegro que se concentre na sua missão e que “se distraia pouco com o resto”

“Eu recomendo a quem está no Governo, a começar no chefe do Governo, que se concentre nessa missão e que se distraia pouco com o resto”, aconselhou o antigo chefe do Executivo à entrada para a 4ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).

Passos Coelho recomenda a Montenegro que se concentre na sua missão e que “se distraia pouco com o resto”
Passos Coelho

O ex-primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho recomendou, sexta-feira, ao atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se concentre naquilo para que foi eleito e se distraia pouco com o resto.

“Eu recomendo a quem está no Governo, a começar no chefe do Governo, que se concentre nessa missão e que se distraia pouco com o resto”, aconselhou o antigo chefe do Executivo à entrada para a 4.ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).

Numa curta declaração aos jornalistas, o social-democrata disse ainda esperar que o PSD “dê conta do recado e faça o que tem de fazer”, frisando foi para isso que as pessoas votaram no partido.

“Este é o tempo, creio eu, do doutor Luís Montenegro se concentrar no exercício dessas funções e dessas responsabilidades”, insistiu o ex-líder do PSD. Pedro Passos Coelho sublinhou que Luís Montenegro contraiu uma responsabilidade para com o país e que, nesse âmbito, as pessoas aguardam uma mudança.

Passos diz que não é candidato “a coisíssima nenhuma” e se vier a ser será por “imperativo de consciência”

O ex-primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho afirmou, sexta-feira, que não é candidato “a coisíssima nenhuma” e que, se o vier a ser, será apenas por um “imperativo de consciência”.

“Não será surpresa para ninguém porque já o tinha declarado publicamente que não sou candidato a coisíssima nenhuma”, afirmou o antigo chefe do executivo à entrada para a 4.ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).

Em resposta aos jornalistas, o antigo líder do PSD disse que, de cada vez que fala, é escusado “perder tempo a fazer efabulações” sobre o que é que quer e não quer. “Porque no dia em que eu me quiser candidatar, eu digo que me quero candidatar e candidato-me. Não faço isso para satisfazer calendários ou por questões de política interna”, atirou.

“No dia em que o fizer, se o fizer, há de ser por um imperativo de consciência e por mais nada”, acrescentou.

Passos Coelho afirmou que dirá sempre o que pensa sempre que achar que é “oportuno e importante”.

“Não sei se aquilo que eu digo incomoda ou não incomoda, aborrece ou não aborrece, não digo nem para incomodar nem para aborrecer, digo o que penso e direi sempre o que penso”, frisou.

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