Era uma vez uma orquestra… Poderia começar assim a história de uma orquestra que leva 60 anos de vida. Intensos, emotivos, feitos de música e com gente dentro, logo com a ambição de dar o seu melhor, a cada momento. E não falamos de uma orquestra qualquer, mas daquela que nasceu em 1962 e se tornou uma referência, a Orquestra Gulbenkian.
Apresentou-se pela primeira vez ao público no concerto realizado no Teatro Nacional D. Maria II a 22 de outubro de 1962 e, volvidos 60 anos, abre as suas portas no domingo, dia 16 de outubro, para um dia de celebração com concertos, recitais, visitas aos bastidores, encontros com os músicos e diversas atividades educativas. Tudo com entrada gratuita.
Fica assim o convite para “invadir” os espaços da Av. de Berna, em Lisboa, para experimentar os “Caminhos secretos da Orquestra”, com visitas aos bastidores do Grande Auditório, aos arquivos da Orquestra, camarins dos músicos e às áreas técnicas. Para participar na “Orquestrália – Oficina para crianças e famílias”, um atelier musical de exploração sensorial, sonora e criativa. Ou aventurar-se na descoberta do “Código secreto dos músicos”, uma curta aula de formação musical dirigida a todas as pessoas, com ou sem conhecimentos musicais.
Ou ainda para tirar o máximo partido da iniciativa “Música Falada”, que serve de pretexto para conhecer pessoalmente os músicos da Orquestra Gulbenkian em pequenos momentos musicais, onde também haverá espaço para perguntas e curiosidades sobre o dia a dia de uma orquestra.
O dia fecha com chave de ouro, isto é, com o concerto comemorativo no Grande Auditório, sob a direção de Lorenzo Viotti. Oportunidade para o Maestro Convidado Principal pôr em evidência o seu diálogo com a Orquestra e o Coro Gulbenkian. Em foco estarão a Sonata para Clarinete n.º 1, com a participação do clarinetista Andreas Ottensamer, as obras Canção do Destino e a Sinfonia n.º 3 de Brahms, sem esquecer o Agnus Dei do compositor letão Pēteris Vasks.
Reconhecida internacionalmente, a Orquestra Gulbenkian realiza, desde a sua fundação, um grande número de digressões pelo mundo, e continua a desempenhar um papel relevante como divulgadora da música, quer no país quer no estrangeiro. Razões mais do que suficientes para continuar a acarinhá-la.
Programa
14:00 / Hall de entrada do Grande Auditório
Abel Cardoso Percussão
Tomás Rosa Percussão
Cristiano Rios Percussão / Moderação
J. Zivkovic
Trio Per Uno
Steve Reich
Music for Pieces of Wood
15:00 / Grande Auditório
Vera Dias Fagote / Moderação
Alice Caplow-Sparks Oboé
Sónia Pais Flauta
Antonia Chandler Trompa
Iva Barbosa Clarinete
György Ligeti
10 Peças para Quinteto de Sopros
I. Molto sostenuto e calmo
Wolfgang Amadeus Mozart
Abertura da ópera A Flauta Mágica
16:00 / Foyer da Zona de Congressos
Luís Duarte Moreira Trompa
Antonia Chandler Trompa
Kenneth Best Trompa
Pedro Pereira Trompa
Raquel Reis Moderação
Lowell E. Shaw
Frippery n.° 2
Frippery n.° 21
Frippery n.° 17
17:00 / Grande Auditório
Maria José Falcão Violoncelo
Varoujan Bartikian Violoncelo
Marco Pereira Violoncelo
Levon Mouradian Violoncelo
Raquel Reis Violoncelo / Moderação
Jaime Polo Violoncelo
Gonçalo Lélis Violoncelo
Hugo Paiva Violoncelo
Joseph Haydn
Adagio da Sinfonia n.º 13
Queen
Bohemian Rhapsody
Charlie Chaplin
Smile
17:45 / Foyer da Zona de Congressos
Sergi Miñana Trombone
Rui Fernandes Trombone / Moderação
Thierry Redondo Trombone
Arcangelo Corelli
Sonata da chiesa
I. Grave
II. Allegro
Frescobaldi
Canzona n.º 1
Brian E. Lynn
Ba-Dee-Doo-Dup
I. Swing
II. Cantabile
III. Waltz