Países da UNESCO preparam-se para votar regresso dos EUA à organização

Os EUA regressam à organização quase cinco anos depois que o então presidente Donald Trump se retirou.

Países da UNESCO preparam-se para votar regresso dos EUA à organização
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Os 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) deverão apoiar o regresso dos Estados Unidos à organização quase cinco anos depois de Donald Trump ter anunciado a “ruptura” com o organismo da ONU.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos fez saber, numa carta datada de 8 de junho, que pretendia voltar à organização em julho como membro pleno, comprometendo-se a pagar 619 milhões de dólares em parcelas ao longo de vários anos.

Os Estados-membros vão tomar a decisão numa sessão extraordinária na quinta e na sexta-feira.

“Desde a nossa saída da UNESCO em 31 de dezembro de 2018, observámos os esforços da UNESCO para implementar reformas administrativas e de gestão importantes, bem como o foco em diminuir o debate politizado, especialmente sobre questões do Oriente Médio”, é referido na carta dos EUA à qual a “Reuters” teve acesso.

Por sua vez, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, procurou aliviar algumas das tensões e polarizações políticas, bem como administrar melhor a organização financeiramente, ciente da importância de encontrar formas de colmatar a lacuna financeira deixada com a saída de Washington.

“Isto acontece depois de muito trabalho para persuadir, educar e explicar sobre as realidades atuais da UNESCO”, disse Azoulay.

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