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A Unicorn Factory Lisboa lançou o “Hospitality Open Innovation”, um novo programa de inovação aberta dirigido ao setor da hotelaria que conta com o apoio do Turismo de Portugal e parceria do Pestana Hotel Group e do Feel Group.

As candidaturas para esta iniciativa, que visa acelerar a adoção de soluções tecnológicas e a transformação digital no setor, estão abertas até ao próximo dia 13 de setembro.

O programa destina-se a ‘startups’ nacionais e internacionais com soluções tecnológicas escaláveis que já disponham de um produto desenvolvido ou de um produto mínimo viável (MVP) com potencial de integração nas operações das empresas parceiras.

Com uma duração de seis meses — com início previsto para setembro de 2026 e término em março de 2027 —, o projeto vai permitir o desenvolvimento e a implementação de projetos-piloto em unidades hoteleiras para responder a desafios específicos.

Segundo a organização, os desafios lançados às ‘startups’ centram-se em cinco áreas estratégicas: experiência e relacionamento com o cliente; marketing, inteligência de dados e gestão de informação; automação e produtividade das operações diárias; automação de processos de ‘backoffice’; e tecnologias para edifícios inteligentes.

Em declarações reproduzidas no comunicado de apresentação do programa, o diretor executivo da Unicorn Factory Lisboa, Gil Azevedo, destacou o objetivo de “reforçar o papel da inovação externa através das startups no setor do turismo”.

Em parceria com grupos hoteleiros, a iniciativa pretende criar condições para “acelerar a adoção de tecnologias inovadoras que aumentam a competitividade, promovem a sustentabilidade e melhoram a experiência dos clientes”.

Por seu lado, Duarte Macedo, diretor de Business Intelligence do Pestana Hotel Group, referiu que o programa procura “identificar e testar soluções com aplicação prática no negócio, contribuindo para uma hotelaria mais eficiente, mais personalizada e mais preparada para os desafios do futuro”.

Nuno Oliveira, ‘chief information & innovation officer’ do Feel Group, assinalou que a participação na iniciativa permite aproximar o grupo ao “ecossistema de startups, testar soluções em contexto real e identificar tecnologias com potencial para serem integradas e escaladas”.

O “Hospitality Open Innovation” culminará com um evento final onde serão apresentados os resultados e o impacto alcançado pelas soluções tecnológicas testadas.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT, a The Navigator Company e o Bison Bank anunciam esta quinta-feira, 3 de setembro, a realização de um projeto de investigação dedicado à avaliação de soluções de settlement digital aplicadas ao comércio internacional.

O projeto-piloto é desenvolvido pela UNIDEMI, unidade de investigação em Engenharia Mecânica e Industrial da NOVA FCT, tendo Pedro Silva Caldeira como investigador principal, sob orientação do professor António Grilo.

“A investigação analisa, de forma progressiva, controlada e mensurável, o potencial de uma infraestrutura baseada em moeda digital ou tokenizada, referenciada a moeda fiduciária, aplicada a uma operação real de procurement internacional entre a The Navigator Company e um fornecedor internacional”. Serão estudados os efeitos nos pagamentos, na reconciliação financeira, na rastreabilidade das transações, na gestão de liquidez e na integração de mecanismos programáveis.

O settlement corresponde à liquidação efetiva de uma obrigação financeira e à transferência de fundos entre as partes.

Apesar da crescente digitalização das empresas, este processo continua dependente de infraestruturas fragmentadas e múltiplos intermediários. No comércio internacional, a coexistência de diferentes jurisdições, moedas e sistemas bancários agrava esta complexidade, gerando pagamentos lentos, custos elevados, reduzida visibilidade e imobilização de capital, explicam os investigadores.

“Ativos digitais referenciados a moeda fiduciária poderão reduzir estas fricções, permitindo transferências de valor mais rápidas, rastreáveis e previsíveis, sem comprometer a estabilidade exigida pelas transações empresariais”, acrescentam.

Uma das vertentes mais inovadoras do projeto é a análise do settlement programável, através de mecanismos como smart contracts, associando o movimento financeiro aos eventos que lhe dão origem e reduzindo tarefas manuais, atrasos e erros de reconciliação.

O projeto a que o caráter aplicado e a combinação de competências científicas, industriais e financeiras dá natureza pioneira em Portugal, procura gerar evidência capaz de apoiar futuras decisões de empresas, instituições financeiras, decisores públicos e outros participantes no comércio internacional. “Infraestruturas de settlement mais rápidas, transparentes, programáveis e acessíveis poderão reduzir os custos de participação no comércio internacional, facilitar o acesso das empresas aos mercados globais e reforçar a capacidade das empresas portuguesas para competir nos mercados globais”, salientam os investigadores.

A Alantra atuou como assessor financeiro da REIS – Real Estate Investment Strategies na obtenção de uma linha de financiamento de até 75,6 milhões de euros para dois projetos de desenvolvimento residencial em Lisboa, informou a empresa esta quarta-feira 2 de setembro.

Em comunicado a empresa diz que “atuou como assessora de dívida da REIS – Real Estate Investment Strategies, uma empresa pan-europeia de investimento imobiliário, gestão de ativos e desenvolvimento, na obtenção de um financiamento garantido de taxa flutuante até 75,6 milhões de euros para dois projetos de desenvolvimento residencial em Lisboa, Portugal”.

A operação de financiamento está estruturada através de títulos seniores garantidos com taxa variável que serão subscritos pela Maslow Capital, e será utilizada para refinanciar dívida existente e para financiar o desenvolvimento dos empreendimentos.

“O financiamento, subscrito pela Maslow Capital, será utilizado para refinanciar dívidas financeiras existentes, bem como para financiar o desenvolvimento dos projetos”

Segundo a Alantra, a transação exigiu uma estrutura de financiamento à medida, que combinasse refinanciamento e fundos para desenvolvimento, acomodando o plano de construção faseado, a estratégia de comercialização e flexibilidade futura dos projetos.

A REIS – Real Estate Investment Strategies é uma empresa pan-europeia de investimento, gestão de ativos e desenvolvimento imobiliário.

“Esta transação demonstra a capacidade da Alantra de entregar soluções de financiamento à medida para projetos complexos de desenvolvimento residencial, combinando refinanciamento, financiamento ao desenvolvimento e flexibilidade. Reforça também o nosso forte posicionamento no mercado de financiamento imobiliário português, onde continuamos a ver um apetite significativo por parte dos financiadores para projetos de alta qualidade e bem localizados”, afirmou Guillermo Hernández, Diretor na Alantra.

Jorge Roa, Managing Director na Alantra, acrescentou que a operação marca o segundo financiamento fechado pela Alantra com a REIS, “fortalecendo ainda mais a nossa relação com um promotor com um pipeline ativo de desenvolvimento residencial em Lisboa”.

A operação junta-se ao histórico recente da Alantra em assessoria de dívida imobiliária, que inclui a assessoria à OHLA no refinanciamento de 63 milhões de euros da Galería Canalejas em Madrid, à Värde Partners na obtenção de um refinanciamento de 61 milhões de euros de ativos de escritórios em Lisboa e Porto, e à Meliá Hotels International e Banca March no financiamento de 93 milhões de euros de um portfólio de dois hotéis em Espanha.

A Alantra é uma empresa global independente de serviços financeiros especializada em banca de investimento e gestão de ativos.

Uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica realizou uma investigação que revela novos dados que podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a doença de Machado-Joseph.

Esta doença afeta o cérebro e as capacidades motoras e afeta principalmente os Açores (na ilha das Flores, onde chega a afetar um entre 140 e 239 adultos) e a zona centro do país.

A equipa da UC, que se tem dedicado a investigar uma nova estratégia terapêutica para a Machado-Joseph, utilizou vesículas extracelulares (pequenas partículas segregadas pelas células) como veículo de entrega de ferramentas de edição genética no contexto desta doença.

As vesículas foram usadas para encapsular o sistema CRISPR-Cas9 – que funciona como um conjunto de “tesouras” de edição genética –, que é depois conduzido aos neurónios, no cérebro. Neste processo, foi possível conseguir a inativação do gene ATXN3 mutante que, na doença de Machado-Joseph, está alterado por repetições excessivas de cadeias CAG do código genético.

“A utilização destas vesículas é uma abordagem inovadora porque permite a chegada deste sistema de edição genética às células alvo de uma forma rápida. O seu uso tem demonstrado vantagens na entrega célere do sistema CRISPR-Cas9, o que pode deixar os investigadores cada vez mais perto de desenvolver uma estratégia terapêutica mais segura para a doença de Machado Joseph”, explica a Universidade de Coimbra.

Esta proposta de abordagem terapêutica assenta na terapia génica, um tipo de tratamento que passa por editar o genoma (ou ADN) e que abre possibilidades à cura de muitas doenças genéticas raras que permanecem, até hoje, incuráveis.

“Com este estudo, pretendíamos compreender se seria possível utilizar vesículas extracelulares para ter uma exposição transitória à maquinaria de edição genética e minimizar edições indesejadas. Temos testado as vesículas extracelulares porque superam algumas das limitações dos vetores virais convencionais, garantindo menor reação imune, maior capacidade de encapsulamento e uma expressão transitória das ferramentas de edição genética”, explica Kevin Leandro, investigador do CNC-UC e primeiro autor do artigo.

Os cientistas desenvolveram ainda um sistema de libertação controlada por luz, usando uma proteína fotoclivável – isto é, ativada por luz – que contribui para a eficiência da edição genética. Este é um dos primeiros estudos a nível internacional a mostrar a eficácia desta abordagem com recurso a vesículas extracelulares no contexto da doença de Machado-Joseph.

A doença de Machado Joseph, também conhecida como ataxia espinocerebelosa tipo 3, é uma das doenças pertencentes ao grupo das ataxias espinocerebelosas, doenças neurodegenerativas genéticas e hereditárias. Causam elevado sofrimento às pessoas, que manifestam um comprometimento progressivo da função motora, da fala, da deglutição e da motricidade fina (ataxia), ainda que preservem todas as funções cognitivas e intelectuais.

Maputo pretende rever, 18 anos depois, o primeiro Plano de Estrutura Urbana elaborado pelo município, para adaptar o ordenamento da capital moçambicana ao crescimento da cidade, aos desafios de mobilidade e às alterações climáticas.

De acordo com informação do Conselho Municipal, a edilidade pretende atualizar o Plano de Estrutura Urbana do Município de Maputo (PEUMM), principal instrumento de ordenamento territorial da capital moçambicana, aprovado em 2008, numa revisão destinada a responder às profundas transformações urbanas, demográficas, económicas, sociais e ambientais da capital.

Com cerca de um milhão de habitantes, a capital enfrenta desafios crescentes de expansão urbana, pressão sobre infraestruturas e serviços, mobilidade, ocupação do solo e vulnerabilidade aos fenómenos climáticos extremos, tendo lançado um processo de consultoria de apoio a essa revisão.

Segundo os termos de referência do processo, a elaboração do novo plano deverá permitir ao município dispor de um instrumento estratégico de ordenamento territorial “operacional e orientado para a implementação”, capaz de “orientar o crescimento urbano sustentável”, “promover a utilização eficiente do solo”, “reforçar a integração entre uso do solo, mobilidade e infraestruturas”, “aumentar a resiliência urbana às alterações climáticas” e “apoiar a programação e coordenação dos investimentos públicos e privados”.

A autarquia pretende avaliar o grau de implementação do PEUMM de 2008, identificando “principais avanços, constrangimentos, oportunidades e lições aprendidas”, e elaborar um diagnóstico territorial, urbano, socioeconómico, ambiental, institucional e de mobilidade da cidade.

Será definido um novo modelo territorial para Maputo, incluindo a estrutura espacial, sistema de centralidades, organização do uso e ocupação do solo, corredores de mobilidade e áreas prioritárias de desenvolvimento, regeneração, densificação, expansão e proteção ambiental.

A integração entre ordenamento do território e mobilidade é um dos principais eixos da revisão, com os termos de referência a determinarem que o novo plano assegure a integração entre o ordenamento territorial e o sistema de mobilidade urbana, “em particular o Sistema MOVE/BRT”, e demais investimentos estruturantes.

O processo decorre quando o Governo moçambicano acelera vários projetos para melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Maputo. Em maio, lançou um concurso para estudos de dois novos ramais ferroviários, entre o bairro Luís Cabral e o Estádio Nacional da Machava, numa extensão de 8,3 quilómetros, e entre Albasine e o Estádio Nacional do Zimpeto, ao longo de 14 quilómetros.

Segundo o edital, noticiado então pela Lusa, os projetos visam o “reforço da rede ferroviária, promovendo o transporte ferroviário e incentivando a transferência modal, como uma solução eficiente, segura e sustentável”. Prevê ainda a implementação de um Sistema de Transporte Rápido Autónomo (ART), tecnologia semelhante a um metro de superfície, incluindo uma linha de aproximadamente 30 quilómetros ligando Maputo, Matola e Boane.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu em maio que continuam a existir “grandes desafios da mobilidade urbana na cidade de Maputo”, afirmando que o Governo está a trabalhar “a todo o gás” para o arranque das obras do metro de superfície.

“Nós temos consciência de que os ‘machimbombos’ [autocarros], BRT, incluindo, portanto, o metro de superfície, os três sistemas a trabalharem juntos, aí, sim, (…) podemos considerar a mobilidade urbana da cidade de Maputo resolvida”, disse.

O PEUMM foi o primeiro plano de estrutura urbana elaborado pelo próprio Município de Maputo, recorrendo essencialmente a especialistas moçambicanos, tendo definido uma visão de desenvolvimento assente no acesso à habitação, saneamento, mobilidade, infraestruturas e equipamentos urbanos, procurando reduzir desigualdades territoriais e integrar as zonas periféricas no desenvolvimento da cidade.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse esta quinta-feira 3 de setembro que várias companhias aéreas começaram a suspender os voos para a Rússia após o seu alerta sobre o aumento de ataques com drones por parte das forças ucranianas.

“Estamos a receber relatos de que as primeiras companhias aéreas começaram a suspender os voos para os aeroportos russos após o nosso anúncio sobre o perigo representado pelos drones no espaço aéreo da Rússia”, afirmou Zelensky num discurso à nação, sublinhando que esta é “a resposta correta e perfeitamente lógica” numa situação de guerra.

O Presidente ucraniano sublinhou que “tudo isso deriva da guerra que [o chefe de Estado russo, Vladimir] Putin não quer que termine”.

“As vidas precisam de ser protegidas. A Ucrânia já informou oficialmente as organizações internacionais e os nossos parceiros sobre a situação atual no espaço aéreo russo”, afirmou Zelensky.

O próprio Zelensky alertou na terça-feira que “o espaço aéreo russo está a tornar-se completamente inseguro”, antes de sublinhar que “a Ucrânia não representa uma ameaça para a aviação civil em si”.

“Haverá simplesmente drones nos céus russos a uma escala que precisa de ser tida em conta”, acrescentou o Presidente ucraniano.

Em resposta, o ministro dos Transportes russo, Andrei Nikitin, declarou na quarta-feira que as autoridades vão proteger a aviação civil no seu espaço aéreo.

Hoje, as defesas aéreas russas abateram 416 drones ucranianos de longo alcance entra a noite de quarta-feira e hoje, mais de sessenta destes na região de Moscovo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Defesa russo e pelo presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin.