Pacto da APCC para a Sustentabilidade mobiliza centros comerciais

Sustentabilidade ambiental, responsabilidade social, comprometimento com a economia e com a ética. São estes os três pilares fundamentais do pacto agora assinado por alguns dos principais operadores do sector.

Pacto da APCC para a Sustentabilidade mobiliza centros comerciais
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A APCC – Associação Portuguesa de Centros Comerciais promoveu esta quarta-feira a assinatura de um pacto para a sustentabilidade, participado pelos associados e operadores do sector, que incorpora o compromisso de integrar práticas sustentáveis em todos os aspetos das operações dos centros comerciais.

Segundo comunicado da associação, o pacto está fundamentado em três pilares principais: responsabilidade ambiental; responsabilidade social; e responsabilidade económica e conduta ética. Deste modo, o pacto “procura estabelecer um conjunto de medidas e metas que reflitam os compromissos do sector com a responsabilidade social, a inclusão, a proteção do meio ambiente e a criação de valor a longo prazo”.

O pacto para a sustentabilidade incorpora o compromisso de desenvolver “uma influência positiva junto de todos os stakeholders para a integração de práticas sustentáveis em todos os aspetos das suas operações, desde o consumo de energia e água, passando pela gestão de resíduos até à responsabilidade social e viabilidade económica de longo prazo, bem como a gestão e sensibilização de toda a cadeia de valor, permitindo uma aceleração da jornada da sustentabilidade do sector”.

Quanto aos pilares fundamentais do pacto, a associação deu a entender quais são os seus fundamentos. Assim, na área da responsabilidade ambiental, o pacto pretende promover o reforço da implementação de medidas de eficiência energética e a utilização de fontes de energia renovável, práticas de gestão de resíduos e conservação da água para minimizar a pegada ecológica do sector. Atingir a neutralidade carbónica significa garantir operações com baixo consumo de energia, que integrem princípios de economia circular, que considerem a biodiversidade, o uso de recursos naturais e a utilização/produção de energia com fontes renováveis.

Quanto à responsabilidade social, pretende-se promover a implementação de práticas justas de trabalho, o envolvimento comunitário, a diversidade e inclusão e cadeias de valor éticas.

Finalmente na área da responsabilidade económica e conduta ética, o pacto propõe apoiar o desenvolvimento económico local, adotar a inovação e a tecnologia, fazer investimentos de longo prazo e promover a transparência, para impulsionar o crescimento sustentável e contribuir para o desenvolvimento económico das comunidades.

O pacto é constituído por dez compromissos, 21 medidas e 26 metas. Das diversas metas, o comunicado sublinha as seguintes: reduzir em 40% o balanço das emissões de carbono, de âmbito 1 e 2, até 2030; consumo de energia 100% renovável, assegurando a produção local sempre que as condições construtivas o permitam, até 2030; taxa de reciclagem e valorização dos resíduos, acima de 80% até 2030; 100% de resíduos alimentares encaminhados para valorização até 2030; reduzir o consumo de água em 20% até 2030; implementar programas de bem-estar, saúde e segurança para visitantes e colaboradores; Incluir cláusulas de inclusão nos contratos dos prestadores de serviços; promover ações para apoiar e desenvolver as comunidades locais; e promover ações de capacitação e consciencialização sobre práticas sustentáveis junto dos visitantes, lojistas e colaboradores.

Assinaram o documento os seguintes associados da APCC: CBRE; Almada Forum (Merlin Properties); Ingka; Klépierre Portugal; LBM; Multi Portugal; Mundicenter; MVGM; Nhood Portugal; Sierra Portugal; Via Outlets Portugal; Visabeira (MOVIDA); WiderProperty.

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