OpenAI vai entrar na bolsa em 2027 “ou mais cedo”, admite diretora financeira

A diretora financeira da OpenAI, que detém o ChatGPT, CFO adiantou que a oferta pública inicial (IPO, que é o processo de entrada em bolsa) "não é uma linha de chegada, é um marco, mais uma ronda de angariação de fundos", de acordo com fontes conhecedoras do processo, citadas pela CNBC.

OpenAI vai entrar na bolsa em 2027 “ou mais cedo”, admite diretora financeira
Créditos: Stanford

A diretora financeira da OpenAI (CFO na sigla inglesa), Sarah Friar, disse numa reunião com funcionários da detentora do ChatGPT, realizada na quarta-feira 19 de agosto, em declarações transcritas pela CNBC, que a empresa entrará na bolsa em 2027 ou mais cedo “se o negócio continuar a crescer”.

A CFO adiantou que a oferta pública inicial (IPO, que é o processo de entrada em bolsa) “não é uma linha de chegada, é um marco, mais uma ronda de angariação de fundos”, de acordo com fontes conhecedoras do processo. “Captámos 122 mil milhões de dólares (104,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) em março, e isso dá-nos flexibilidade”, acrescentou.

A OpenAI já tinha manifestado a sua intenção de entrar em bolsa, a 8 de junho, junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC). Sarah Friar terá dito também aos funcionários da OpenAI para não se preocuparam se a Anthropic, que detém o Claude, entrar primeiro na bolsa. “Submetemos recentemente um S-1 confidencial. Esperamos que venha a público, por isso estamos simplesmente a anunciá-lo. Ainda não decidimos o calendário; poderá demorar algum tempo, porque há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis enquanto empresa não cotada em bolsa. Mas é um conjunto complexo de ponderações e isto dá-nos a opção de entrar em bolsa mais cedo se isso acabar por ser o melhor”, disse a detentora do ChatGPT.

A Anthropic já tinha manifestado também junto da SEC a sua intenção de entrar em bolsa a 1 de junho. “Hoje, a Anthropic submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registo no Formulário S-1 à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para uma proposta de oferta pública inicial (IPO) das nossas ações ordinárias. Isto dá-nos a opção de abrir o capital após a conclusão da análise da SEC. A oferta pública inicial proposta dependerá das condições de mercado e de outros fatores. O número de ações a oferecer e o preço ainda não foram definidos”, referiu a empresa.

“Como sabem, estamos sob sigilo, e a Anthropic também. Existe a possibilidade de revelarem esse sigilo nas próximas semanas e tornarem o assunto público em setembro. Tudo bem, estamos a seguir o nosso próprio caminho”, disse a CFO da OpenAI, citada pela CNBC.

Este ano era esperado que as três não cotadas mais valiosas (SpaceX, Anthropic, e OpenAI) do mundo entrassem em bolsa. A SpaceX fez a sua estreia em bolsa a 12 de junho naquela que foi a maior entrada de sempre arrecadando para o efeito mais de 80 mil milhões de dólares (68,4 mil milhões de euros).

Em junho, o New York Times, tinha avançado que a OpenAI estava inclinada a adiar a sua entrada em bolsa para 2027, citando três pessoas conhecedoras do processo. As mesmas fontes salientaram que a intenção da empresa, liderada por Sam Altman, passava por entrar em bolsa no terceiro ou quarto trimestre deste ano. Sam Altman terá ainda pressionado os banqueiros e advogados que contratou para o IPO no sentido de encontrarem uma forma de que a empresa fosse avaliada em um bilião de dólares (880 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) quando entrasse em bolsa, superando a anterior avaliação de 730 mil milhões de dólares (641,6 mil milhões de euros).

Os consultores terão sugerido a opção de adiar o IPO para 2027 de modo a que avaliação da empresa atingisse um bilião de dólares (880 mil milhões de euros) ou então reduzir essa meta de modo a que a entrada em bolsa fosse mais rápida. Mas Sam Altman terá defendido que alterar a avaliação estaria fora de questão.

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