Ricardo Santos Ferreira, Subdiretor do Jornal Económico

Oásis com potencial

Portugal está a consolidar-se como um dos destinos de investimento mais competitivos da Europa, sustentando o seu desempenho económico recente em transformações estruturais de longo prazo.

Quando Luís Montenegro, Gonçalo Saraiva Matias ou Miguel Pinto Luz apontam para o potencial que Portugal tem para ser protagonista na revolução tecnológica prometida pela inteligência artificial, sorrimos. É mais forte do que nós. Mas estamos errados. Campeões? Só se for no futebol. Que é um bom exemplo, porque estamos em 5º lugar no ranking da FIFA e os quatro países que vão à frente têm economias e populações maiores. Os cinco que surgem logo atrás, também. Grandes países, portanto.

Se compararmos o crescimento económico português com o destes países, também fazemos boa figura: terceiro lugar no ano passado, quarto este ano. Nada mau.

Podemos oferecer estabilidade macroeconómica. Não há ruturas evidentes, apesar de tudo. Apresentamos o sexto maior excedente orçamental da União Europeia, saímos do topo da lista dos endividados e crescemos a uma velocidade que nos deixa a meio da tabela. A quem vem investir, acenamos com infraestruturas energéticas e digitais avançadas e um ecossistema de inovação com algum dinamismo. Temos uma boa taxa de emprego e trabalhadores qualificados, porque os formamos e os atraímos com bom tempo, boa comida e segurança.

Quando olhamos para outros destinos de investimento, Portugal compara bem. É um oásis. O estudo da Católica Lisbon para a Euronext diz isso mesmo, que Portugal está a consolidar-se como um dos destinos de investimento mais competitivos da Europa, sustentando o seu desempenho económico recente em transformações estruturais de longo prazo.

Agora, imaginem que resolvemos alguns dos empecilhos que impedem os projetos de serem concretizados e de se desenvolverem, ao mesmo tempo que não criamos novos obstáculos. O potencial é imenso.

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