O streaming matou a espera? Sim, mas a curiosidade continua cá

Ouviu alguém dizer que as ‘listening parties’ estão de volta? Nem por isso? Olhos bem abertos. Ou melhor, ouvidos atentos ou corre o risco de passar ao lado da mais recente tendência. Espécie de ritual de antecipação e partilha, lembra-nos que a música também é uma emoção coletiva.

O streaming matou a espera? Sim, mas a curiosidade continua cá
imagem-panoramica-rosalia

Já não é segredo, embora seja sussurrado ou transmitido apenas a uns quantos eleitos. Os convites são circunscritos. Fazer parte desse núcleo restrito é aquilo que sempre foi. Acesso à exclusividade. Pois, não é para todos. Mas é isso que está a acontecer com as listening parties, que têm devolvido à música o encanto da descoberta. Qual ritual de antecipação e partilha. Ainda não percebeu nada do que se está aqui a dizer, certo? A explicação é deveras simples. Numa era em que a música vive no bolso, salta entre anúncios e algoritmos, pensar em ouvir um álbum com outras pessoas soa a coisa do passado. Em plena febre do vinil, nos anos 70 e 80, era habitual os amigos juntarem-se em casa de alguém para ouvir um novo álbum. Lado A e lado B. Discutiam-se quais os melhores temas. Sabia-se a letra das músicas preferidas de cor. O nome de todos os elementos da banda. You name it!

Conteúdo reservado a assinantes. Veja a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 30 de janeiro.

Relacionado

NOVA abre polo no torreão sul do Palácio de Mafra

NOVA abre polo no torreão sul do Palácio de Mafra

Almerinda Romeira1 Set
O novo polo, que inaugura a 10 de setembro, enquadra-se no Instituto de Arte e Tecnologia (IAT) da Universidade NOVA de Lisboa, espaço de convergência entre artes, humanidades, ciência e tecnologia. Na sua origem estão os dois centros de investigação da NOVA FCSH dedicados aos estudos musicais.
O que faz Anselm Kiefer com o peso da história?

O que faz Anselm Kiefer com o peso da história?

Ana Pina25 Ago
Memória, mitologia, literatura, música e paisagem. Tudo está interligado nas onze obras que o pintor alemão Anselm Kiefer, um dos grandes nomes da arte contemporânea europeia, expõe até 25 de outubro no Centro de Arte Hortensia Herrero, em Valência, Espanha.