O otimismo está de volta, é preciso saber recebê-lo

O “EY Portugal - Attractiveness Survey 2017” foi lançado no dia 11 de julho com resultados animadores.

O otimismo está de volta, é preciso saber recebê-lo
Florbela Lima_final

Os dados mostraram uma melhoria de Investimento Direto Estrangeiro realizado, que, em 2016, atingiu o seu pico histórico. Em termos de perceção, o estudo revela também que a visão sobre Portugal está a mudar.

Os investidores parecem acreditar no país e reconhecem que este é não só competitivo como atrativo e, mais importante, querem trazer o seu investimento para Portugal.

Ao analisar as primeiras conclusões do estudo, percebemos o quão relevante seria ouvir aqueles que se dedicam à captação de investimentos bem como aqueles investidores que já optaram por Portugal e, de alguma forma, dar voz à sua experiência. Perseguimos a ideia e conseguimos formular um conjunto de recomendações que, sendo consistentes, mostram preocupações várias, desde a prioridade que é abraçar a era digital e tudo o que esta implica, à preocupação já globalizada (no sentido que é mundial) de escassez de talento passando por uma necessidade de estabilidade da regulação e da fiscalidade. Todas estas linhas de recomendações são relevantes e perseguem a melhoria da atratividade do país.

Existe, ainda, uma área de recomendação que é transversal à grande maioria dos nossos interlocutores e que se prende com a necessidade de uma estratégia concertada para a “Marca Portugal” e a necessidade de olharmos em redor e vermos como se apresenta a nossa concorrência.

Muito foi feito e muito se continua a fazer, pelo que mesmo havendo caminho a percorrer este já começa a ter efeitos claros e visíveis na forma como Portugal é percecionado. É agora premente coordenar esta mensagem e para isso é necessário saber o que se tem a oferecer. Em que é que Portugal é mais atrativo? O que estão os nossos concorrentes a fazer? Como têm evoluído? O que podemos fazer para sermos mais atrativos e mais competitivos? Estas respostas existem, mas reuni-las requer trabalho concertado e sustentado.

Qualquer estratégia deve começar com o autoconhecimento e reconhecimento de uma concorrência, ainda que saudável. As respostas são necessárias quer em termos nacionais, quer regionais. As regiões devem compreender, antes de qualquer investidor quais as suas forças e fraquezas, como se comparam e quais as sinergias de que se podem aproveitar.

O investimento parece querer vir para Portugal, Portugal deve preparar a casa para o receber.

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