O presidente da Câmara da Figueira da Foz e antigo primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, rejeitou, na quarta-feira, que esteja a equacionar uma candidatura à Presidência da República. “Nunca disse que era candidato”, destacou numa publicação no Facebook.
Já a 15 de setembro, numa crónica para o Correio da Manhã, Pedro Santana Lopes tinha escrito que “quando perguntado numa entrevista sobre os meus propósitos, tive ocasião de dizer que não havia ninguém com melhor curriculum do que eu para uma candidatura à Presidência da República”.
No entanto, disse que “falava de funções exercidas no País, algumas naturalmente também com atividade no plano internacional”.
Para Santana Lopes, “se o país tivesse outros padrões de funcionamento haveria dois candidatos naturais”, referindo-se “a Durão Barroso e António Guterres”.
“Um foi presidente da Comissão Europeia, dois mandatos, o que é notável; outro está no segundo mandato da ONU, o que também é notável. São dois percursos de luxo, que muito prestigiam o País”, destacou.
Pouco depois destas declarações, a 22 de setembro, uma sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e a CMTV dava conta que Pedro Passos Coelho e António Guterres eram os favoritos dos portugueses para a corrida a Belém. O ex-primeiro-ministro ficou em primeiro lugar, selecionado por 15,8% dos inquiridos, e o secretário-geral da ONU posicionou-se no segundo lugar, com 14,8%.
Outra sondagem, de 9 de outubro para a SIC-Expresso indicava outro resultado. A sondagem para as presidenciais mostrava que António Costa e Gouveia e Melo estão entre as personalidades que recolheriam mais percentagem de votos, à esquerda e à direita.