A tensão no Médio Oriente mantém-se, com a região à espera da resposta iraniana e as negociações para um cessar-fogo num impasse após o assassinato presumivelmente por Israel do líder político do Hamas. O sucessor de Haniyeh, Yahya Sinwar, uma figura mais extremada, não deixa augurar grandes progressos para o fim da violência em Gaza, enquanto em Israel o primeiro-ministro continua a insistir na ofensiva no enclave palestiniano.
Mais de uma semana volvida desde o duplo assassinato de Fu’ad Shukr, comandante do Hezbollah, em Beirut, e de Ism’ayil Haniyeh, líder político do Hamas, em Teerão, a resposta do Irão e dos seus aliados na região ainda não se fez ver. Houve expectativa nos media com o aviso das companhias aéreas egípcias e britânicas de que não voariam sobre o Irão, mas, tirando as já habituais trocas de fogo ao longo da fronteira Líbano-Israel, não houve, para já, uma resposta.
O ‘NY Times’ reportou esta segunda-feira que Teerão teria encomendado sistemas de defesa aérea avançados a Moscovo, um pedido já confirmado pela Guarda Revolucionária Islâmica, que avançou ainda que o equipamento já está a ser entregue. Por sua vez, Telavive diz-se pronto para defender-se de qualquer ataque iraniano, sendo que os EUA já reforçaram que, ao abrigo da sua parceria e “apoio inabalável”, participarão na defesa israelita.
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