“Não haverá cortes” nas pensões, diz Governo. Pedro Nuno aponta “orientação ideológica” do grupo de trabalho

A ministra do Trabalho sublinhou que o executivo ainda não apresentou alterações nesta matéria e negou as declarações de Pedro Nuno Santos, depois de este levantar questões sobre as reformas antecipadas. O líder dos socialistas diz também que a liderança do grupo de trabalho lançado pelo governo representa "orientação ideológica".

“Não haverá cortes” nas pensões, diz Governo. Pedro Nuno aponta “orientação ideológica” do grupo de trabalho
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho. Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“Não haverá cortes” nas pensões, “nem prejuízo dos direitos adquiridos” pelos pensionistas, garantiu a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.

De acordo com a própria, não são fundamentadas as declarações do secretário-geral do Partido Socialista sobre uma suposta intenção do executivo de limitar o acesso à reforma antecipada. Em resposta a Pedro Nuno Santos, a ministra reiterou que o Governo ainda não apresentou propostas.

Em declarações aos jornalistas, a responsável pela pasta das pensões lembrou ainda a importância de assegurar a sustentabilidade da Segurança Social.

“Deve ser um desígnio nacional tornar a Segurança Social cada vez mais sustentável”, sublinhou, deixando claro que a “maior transferência de sempre de fundos da Segurança Social para o fundo de estabilização financeira”, no valor de 4 mil milhões de euros, se prende precisamente com esta perspetiva.

Pedro Nuno Santos aponta baterias à “orientação ideológica”

O Governo criou recentemente um grupo de trabalho que deverá apresentar “propostas concretas” tendo em vista a sustentabilidade do sistema de pensões. Ora, de acordo com o líder dos socialistas, o facto de Jorge Bravo ter sido escolhido para a liderança do mesmo é um sinal negativo.

“O líder deste grupo de trabalho entende que parte dos nossos descontos devem ir para sistemas de capitalização, provavelmente privados”, aponta Pedro Nuno Santos.

“Esta é a orientação ideológica” de Jorge Bravo e isto “não é irrelevante”, garantiu.

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