Com sede em Portugal, subsidiárias no Reino Unido e Brasil, e clientes em quatro continentes, a Mocoffee não apresenta um cardápio de produtos e serviços fechado. A oferta é desenhada à medida de cada cliente, que podem ser retalhistas que têm a sua própria marca ou marcas de café que não têm a tecnologia desenvolvida pela empresa portuguesa. Ou seja, a sapo funciona como uma consultora personalizada, com vista à criação de novas categorias de produto ou personalização de conceitos de café.
Acrescenta ainda uma oferta complementar, que inclui investigação, engenharia laboratório e licenciamento de tecnologia. Entre os principais clientes estão as suíças Delizio e Oswald, a francesa Cafés Richard, a australiana Vittoria Coffee ou a indonésia Kapal Api. “Em apenas três anos, o investimento da Mocoffee em Portugal já ultrapassou os 16 milhões de euros e gerou a criação de mais de 30 postos de trabalho diretos.
A empresa antecipou a ampliação das suas linhas de fabrico e com isso triplicou a sua capacidade de produção, produzindo mais de 350 milhões de monodoses por ano, cujo destino é maioritariamente (cerca de 90%) para exportação”, diz Ricardo Flores, CEO da Mocoffee, e maior acionista da empresa, ao Jornal Económico.
Em 2024, a empresa duplicou o crescimento face ao ano anterior, tendo faturado 13,2 milhões de euros em Portugal. “Os principais objetivos para 2025 passam por manter o crescimento orgânico sem prejudicar a empresa num mercado em oscilação, reformular o nosso plano para os próximos anos porque somos uma empresa certificada B Corp e aumentar a nossa estratégia de compra aos produtores”, afirma o gestor.
Os principais mercados exportadores são a Suíça, a França e os Estados Unidos. Austrália, Indonésia e Japão são outros países onde as cápsulas da Azambuja estão presentes. Agora, a empresa aponta ao Médio Oriente. “Vamos estar focados nos próximos dois anos nos Emirados Arábes Unidos e na Arábia Saudita, onde o consumo tem aumentado a nível mundial”, revela Ricardo Flores.