A Mistral, a startup de inteligência artificial (IA) mais valiosa na Europa, juntamente com a Poolside, ambas com uma avaliação de 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), está a explorar a possibilidade de desenhar e desenvolver os seus próprios chips como avançou o seu CEO, Arthur Mensch, à CNBC, para se aproximar de concorrentes como a OpenAI, que detém o ChatGPT, e a Anthropic.
Arthur Mensch disse ao canal televisivo que desenvolver os seus próprios chips “é interessante”, adiantando que essa possibilidade permitiria à Mistral “reduzir significativamente o custo de implementação” de tokens.
Os tokens são unidades de dados processadas por modelos de inteligência artificial.
“A possibilidade de termos os nossos próprios chips pode surgir, acredito que deva acontecer em algum momento, mas por enquanto estamos a contar com a Nvidia, que é um grande parceiro, e estamos a testar algumas coisas aqui e ali”, confirmou Arthur Mensch, à CNBC.
A startup europeia anunciou na quinta-feira um novo centro de dados em França, construído para inferência. “A Europa está a ficar para trás em termos de desenvolvimento de infraestruturas, e por isso estamos a investir para reduzir esta lacuna”, disse o CEO da Mistral, à CNBC.