McKinsey estima que indústria dos semicondutores mais do que duplique vendas até 2030

A McKinsey calcula que as vendas passem de 670,5 mil milhões de euros para 1,3 biliões de euros entre 2024 e 2030. Este crescimento é justificado pela consultora pelo surgimento de "novos modelos de computação, arquiteturas específicas para cada domínio, conjuntos de chips avançados e outras tecnologias" de próxima geração.

McKinsey estima que indústria dos semicondutores mais do que duplique vendas até 2030
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A última estimativa da McKinsey, publicada em finais de março, aponta para que a indústria dos semicondutores atinja 1,6 triliões de dólares na denominação norte-americana (1,3 biliões de euros à taxa de câmbio atual na denominação europeia) de receitas até 2030, um aumento face aos 775 mil milhões de dólares (670,5 mil milhões de euros) em 2024. Esta subida, que é mais do dobro, é justificada pela consultora pelo surgimento de “novos modelos de computação, arquiteturas específicas para cada domínio, conjuntos de chips avançados e outras tecnologias” de próxima geração.

“A indústria de semicondutores é hoje um dos setores mais rentáveis ​​do mundo, e os recentes desenvolvimentos são um bom presságio para o seu futuro. A ascensão da inteligência artificial (IA), que está a transformar praticamente todos os setores, poderá desencadear uma procura sem precedentes por chips, à medida que as empresas constroem mais centros de dados e dependem cada vez mais de dispositivos de edge“, salienta o documento da consultora.

Contudo a consultora alerta também para o surgimento de alguns desafios. “A cadeia de valor global altamente interdependente da indústria de semicondutores está agora sob pressão no meio de crescentes tensões geopolíticas, novas políticas tarifárias, escassez de materiais e componentes e potenciais restrições às exportações”, refere.

“Dado que a indústria de semicondutores possui uma dinâmica de “o vencedor leva tudo”, com alguns líderes em cada segmento a abocanharem a maior parte do valor, as empresas precisam de uma estratégia decisiva e coordenada para serem bem-sucedidas”, considera a McKinsey.

A empresa considera que o ‘boom’ que está a existir na inteligência artificial que tem levado às expansão dos centros de dados (ou data centers) as empresas de semicondutores “precisam de tomar decisões estratégicas ousadas — e não ajustes incrementais — para captar a próxima onda de valor”.

A McKinsey salienta que o lucro económico (LE) médio anual do setor dos semicondutores subiu da 12ª posição entre 31 setores no início da década de 2000 para a terceira posição entre 2020 e 2024. “No geral, o LE aumentou cerca de 40 vezes desde o início da década de 2000 até 2025. O retorno total para os acionistas também tem sido expressivo nos últimos 15 anos”, indicam os dados.

A consultora acrescenta que a criação de valor varia consoante o tipo de empresa, sendo que os setores que geram mais lucro estão também a mudar. “Embora os fabricantes de dispositivos integrados (IDMs) e as empresas totalmente integradas tenham gerado o maior valor durante muitos anos, o seu crescimento tem sido mais lento. Entretanto, os fabricantes de chips próprios, os OEM (fabricantes de equipamentos originais) com design interno e as empresas fabless (empresas que fazem o design de chips) estão agora a gerar mais valor”, adianta.

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