MC Sonae investe 500 mil euros para capacitar quatro mil trabalhadores em IA

"As tarefas impactadas com estas ferramentas e processos que agora envolvem IA vão desde reuniões, processamento e sumarização de documentos, automatização de processos de pesquisa e investigação, validação de inventários, processamento e consumo de informação, entre outros. Esta poupança de tempo está a permitir às pessoas focarem-se em tarefas de maior valor e que requerem aporte do conhecimento e intuição humana", salientou a MC Sonae.

MC Sonae investe 500 mil euros para capacitar quatro mil trabalhadores em IA
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A MC Sonae vai reforçar as suas iniciativas de integração da inteligência artificial (IA) nos processos de trabalho das suas equipas. O grupo salientou que a tecnologia já permitiu num ano poupar cerca de 100 mil horas de trabalho. O projeto prevê a capacitação de cerca de quatro mil trabalhadores através de um investimento de 500 mil euros.

“As tarefas impactadas com estas ferramentas e processos que agora envolvem IA vão desde reuniões, processamento e sumarização de documentos, automatização de processos de pesquisa e investigação, validação de inventários, processamento e consumo de informação, entre outros. Esta poupança de tempo está a permitir às pessoas focarem-se em tarefas de maior valor e que requerem aporte do conhecimento e intuição humana”, salientou a MC.

A organização possui atualmente duas iniciativas ligadas à IA. O AIccelerate, que é o “programa estratégico da MC para acelerar a adoção” de IA em toda a organização, e o AI First, que segundo a empresa, “está a transformar a forma como a MC desenvolve software que permite incorporar” a IA nas ferramentas da MC. “Em conjunto, estes dois projetos refletem a evolução de uma utilização individual de ferramentas de IA para um modelo em que a tecnologia passa a integrar os processos de trabalho, de decisão e de criação de valor”, acrescentou.

O AIccelerate está assente em três vertentes: “a primeira corresponde ao AIOps, um programa que integra a IA nos processos do negócio, reduzindo o esforço manual e automatizando tarefas. A segunda são os AI Enabled Products, um conjunto de 13 produtos de IA que apoiam decisões importantes no retalho, em áreas como preços, seleção de produtos, cadeia de abastecimento, conformidade e personalização. A terceira é a Enterprise AI Adoption, que procura reforçar o conhecimento sobre Inteligência Artificial, a confiança na sua utilização e a capacidade de orientar a sua adoção em toda a organização”.

O AIOps foi o primeiro programa a colocar a IA dentro dos processos de trabalho e a medir os ganhos. “A iniciativa decorreu na MC entre junho e agosto de 2025, envolvendo uma equipa de 13 pessoas e cerca de 2.500 horas de trabalho, ao longo de um ciclo de análise, priorização, testes e definição de um plano de adoção. Os resultados demonstraram uma redução de 40% no tempo necessário para criar user stories, de 60% no tempo dedicado a dívida técnica e de 25% no tempo médio de execução de workflows. O programa permitiu ainda alcançar uma poupança de 17% nos custos de cloud (ou nuvem), identificar 43 casos de uso de IA e executar 11 provas de conceito, acompanhadas por recomendações de adoção”, assinalou.

O AIOps, em 2026, já está presente em seis áreas da MC, “abrangendo diretamente cerca de 150 pessoas – que conseguiram poupar num ano as cerca de 100 mil horas referidas, reafectando-as a funções de valor acrescentado – e será expandido a outras três áreas” no último trimestre de 2026.

Foi lançado ainda o Enterprise AI Adoption, que é o programa de formação “estruturado e modular dedicado à capacitação da organização” em IA. “Com base nos resultados do assessment respondido por quatro mil pessoas, a MC está a desenvolver um percurso de e-learning que será disponibilizado, de forma faseada, com o objetivo de reforçar a literacia em IA e criar uma base comum de conhecimento”, assinalou.

“Com estas iniciativas, a MC procura criar uma abordagem transversal à capacitação em IA, envolvendo diferentes níveis da organização e acompanhando a evolução das competências necessárias para responder aos desafios e oportunidades da tecnologia”, disse o grupo.

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