MBA: o programa mudou “a minha vida”

Mais do que um conjunto de disciplinas, o MBA traz um conjunto de características que permitem grandes mudanças a nível pessoal e na vida profissional. Eis duas histórias inspiradoras de quem fez o programa.

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O MBA é uma formação que, segundo os entrevistados do Jornal Económico, pode mudar uma vida. A deles mudou. Além da teoria, o programa aporta várias ferramentas que vão ajudar a robustecer a carreira profissional.

Francisco Froes, presidente da AMBA – Associação de Antigos Alunos do MBA da NovaSBE, teve oportunidade de fazer o MBA em 1980, o primeiro criado em solo português e recorda que, na altura, este tipo de formação era “uma ambição de qualquer pessoa formada em Gestão”.

“Para isso tinha-se de ter capacidade financeira, não se podia ter obrigações familiares e não se podia já estar a trabalhar. Mal acabei a licenciatura casei-me de imediato, não tinha disponibilidade financeira e não consegui ir lá para fora”, lembra Francisco Froes.

Apesar de não ter conseguido ir para o estrangeiro, a oportunidade estava prestes a bater-lhe à porta. “Entretanto, apareceu uma bênção que foi a Universidade Nova de Lisboa, o professor Alfredo Sousa mais a sua equipa da comissão instaladora criaram um MBA cá em Portugal. Mal soube, fui direto e graças a Deus fui aprender com os melhores”, recorda.
Com a capacidade de decidir nas mãos, Francisco Froes saiu do trabalho na Price Waterhouse, como trainne e foi fazer o MBA. O que se seguiu foi “uma total mudança de vida”. Assegura: “Em termos de opções de trabalho, em termos da capacidade de sermos nós a decidir o que é que queríamos fazer da nossa vida profissional. Em vez de termos o empregador a decidir passamos a ser nós a fazê-lo”.

O programa traduziu-se em 10 meses “extremamente intensos”. “O que era verdadeiramente extraordinário é que não era só o que aprendíamos, mas sim a forma como aprendíamos. E isso dava-nos uma segurança brutal. Estudávamos pelos mesmos livros e formas de Harvard. Se eu me aplicasse o suficiente sabia que mais ninguém sabia mais do que eu”, conta.
Quando terminou o MBA, a empresa onde trabalhava antes queria-o de volta, mas para ocupar um cargo diferente: o de assistante manager. Mas Froes era uma pessoa diferente depois do MBA e decidiu seguir um novo rumo.

“Em vez de ficar na consultoria, Optei por ir meter as mãos na massa como responsável financeiro que era uma área que eu queria explorar. Fui para a empresa de Fernando Martins que estava na altura a construir o maior empreendimento imobiliário de Portugal. Estive aí três anos e tal, depois quis aprofundar mais esta área das finanças e fui para responsável financeiro da Soares da Costa, em Lisboa, que era, na altura, a maior empresa de construção civil e obras públicas”, destaca.

Depois, tornou-se “independente”. “Passei a fazer coisas minhas. Tive uma empresa de gestão de fortunas de carteiras em bolsa, uma empresa de consultoria de redução de custos”, explica Francisco Froes, que contribui regularmente com artigos para jornais da especialidade, incluindo o JE.

Hoje é presidente da Associação de Antigos alunos de MBA da Nova SBE, mas teve também outros contributos. “Face à catástrofe mundial do Covid-19, criei um Programa de Gestão de Crises e um Programa de Networking que dou como professor convidado, no Masters Entrepreneurship & Innovation, na Nova SBE e igualmente em empresas e organizações, cá fora, como Sonae, Trivalor, Reynaers, AEMinho e AAPPI”.

Da ciência para a gestão
A viagem de André Soares ao mundo dos MBA faz-se na Porto Business School na turma de 2019/2020. “É uma das melhores escolas de negócios do país e o MBA está bem posicionado no ranking”, enaltece.

André Soares lembra que a formação foi “muito intensa” e durou cerca de um ano e três meses. “Normalmente quando me perguntam como é o MBA, especialmente a full time é quase como se tivesse de pôr a nossa vida em pausa e estar completamente focado com o MBA, especialmente uma pessoa como eu que tinha um background científico”, descreve Soares, acrescentando que mesmo para as pessoas de economia e gestão é altamente intenso.

“No meu caso, e atenção que muda de pessoa para pessoa, eu queria realmente mudar do laboratório de ciência para uma parte mais empresarial e o MBA abriu-me várias portas”.
Antes de chegar ao MBA da Porto Business School, André Soares conta que trabalhou “em duas empresas de biotecnologia, uma em Inglaterra e outra no Porto, como cientista de bancada”. “Depois a mudança foi muito grande”, assegura.

“Conhecemos muita gente durante o MBA e dá-nos ferramentas não só a nível teórico, mas também ao nível de soft skills de interagir com pessoas, de manter a nossa rede de contactos. Realmente abriu-me várias portas e preparou-me para o que eu estou a fazer neste momento”, diz André Soares, que trabalha como business developer na Steemmatters, uma empresa de Biotecnologia e Medicina Regenerativa. O programa deu-lhe entre muitas outras, “credibilidade” para a gestão e para os negócios.

Apesar de ter mudado de vida, André Soares rejeita que as mudanças venham no curto prazo. “É um investimento a médio e longo prazo, demora até ter retorno e o impacto vai se ver um bocadinho mais tarde do que nós estamos à espera”.

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