Marques Mendes sugere regras das PPP em hospitais públicos

O candidato presidencial Luís Marques Mendes prometeu, esta quarta-feira, ajudar este ou outro governo a “tomar decisões para melhorar” a saúde, e sugeriu que as regras e estímulos das Parcerias Público-Privadas neste setor se possam aplicar aos hospitais públicos.

Marques Mendes sugere regras das PPP em hospitais públicos
Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais de 2026.

O candidato apoiado por PSD e CDS-PP considerou que o Presidente da República pode ajudar o executivo de duas formas, na área da Saúde e indicou que não teme que os problemas na saúde possam afetar a sua campanha para Belém e reiterou uma proposta concreta na área da saúde, que disse ser a sua maior preocupação, a par da habitação: “Qual é o padrão que eu quero ajudar a impor no domínio da saúde? Que as regras e estímulos que foram aplicadas nas parcerias público-privadas (PPP) possam ser aplicadas nos hospitais públicos”, disse.

O candidato esclareceu que não está a defender que existam ou não PPP nos hospitais – uma decisão que caberá ao governo -, mas defendeu que “as regras das PPP na saúde provaram bem, provaram no domínio financeiro, provaram na confiança que os utentes tinham nesses hospitais”

“Então porque é que essas regras não devem vir para os hospitais públicos? Provaram nos hospitais públicos com gestão privada, então passemos para os hospitais públicos”, afirmou, prometendo ser ativo na defesa de soluções como esta através da “magistratura de influência” que pode exercer em Belém.

As declarações decorreram no final de uma visita ao mercado do Livramento, em Setúbal, onde Marques Mendes foi questionado sobre queixas que tem ouvido sobre a saúde e sobre a morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.

“A primeira coisa que devo dizer é que lamento profundamente o que aconteceu e a morte dessa pessoa. Essa é que é a péssima notícia. Não conheço as circunstâncias do caso, portanto, não posso pronunciar-me”, disse.

Sobre a situação da saúde, considerou que “as pessoas têm razão e há que fazer esforços e ajudar a que sejam tomadas as decisões para melhorar as outras”.

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