Mark Zuckerberg defende que maior risco da IA é a concentração do seu controlo

Neste sentido, critica implicitamente as abordagens de empresas rivais como a Anthropic e a OpenAI, que têm apelado para controlos rigorosos sobre a tecnologia.

Mark Zuckerberg defende que maior risco da IA é a concentração do seu controlo
Mark Zuckerberg – Facebook

O presidente executivo da Meta, Mark Zuckerberg, publicou hoje um manifesto no qual defende que o maior risco da inteligência artificial (IA) é que uma única entidade ou governo exerça controlo total sobre a tecnologia.

No documento intitulado “O futuro é para todos”, o criador do Facebook defende a ampla distribuição da ‘superinteligência’ para capacitar as pessoas.

Em simultâneo com a publicação do manifesto de 14 páginas, a Meta lançou o Muse Glimmer, uma versão de código aberto do seu modelo de IA mais potente.

No seu manifesto, Zuckerberg argumenta que a noção de que a IA é tão perigosa que o único caminho seguro é uma concentração extrema de poder é problemática.

Neste sentido, critica implicitamente as abordagens de empresas rivais como a Anthropic e a OpenAI, que têm apelado para controlos rigorosos sobre a tecnologia.

Segundo o fundador da Meta, a inovação, e não a automatização, será a maior contribuição da ‘superinteligência’.

O manifesto argumenta que uma intervenção excessiva ou qualquer política que atrase o lançamento de modelos norte-americanos, poderá representar um risco significativo para a liderança dos Estados Unidos face a modelos estrangeiros, permitindo que regimes como o da China assumam a liderança.

Face aos discursos mais catastróficos do setor, Zuckerberg prevê que uma ‘superinteligência’ amplamente distribuída irá gerar mais postos de trabalho no futuro, e não menos.

O criador do Facebook prevê que a economia se tornará mais empreendedora, uma vez que será significativamente mais fácil criar empresas sem necessidade de angariar grandes quantias de capital.

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