Mário Centeno e Álvaro Santos Pereira serão ouvidos em audição no Parlamento sobre nova sede do BdP

Acaba de ser aprovado na COFAP o requerimento do CDS/PP para ouvir o ex-Governador do BdP Mário Centeno sobre a nova sede. O requerimento foi aprovado com os votos a favor do CDS e PSD e a abstenção do PS, Chega e Livre. Álavro Santos Pereira e Centeno vão ao Parlamento explicar nova sede do Banco de Portugal.

Mário Centeno e Álvaro Santos Pereira serão ouvidos em audição no Parlamento sobre nova sede do BdP
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Acaba de ser aprovado na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) o requerimento do CDS/PP para ouvir o ex-Governador do Banco de Portugal (BdP) Mário Centeno sobre a nova sede. O requerimento foi aprovado com os votos a favor do CDS e PSD e a abstenção do PS, Chega e Livre.

Por outro lado, o requerimento do Chega para ouvir o atual Governador Álvaro Santos Pereira e também Mário Centeno foi aprovado esta quarta-feira na COFAP com os votos favoráveis de Chega e PS e abstenção do Livre.

O Grupo Parlamentar do CDS-PP apresentou, com carácter de urgência, um novo requerimento à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) para audição do ex-Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, sobre a polémica aquisição da nova sede da instituição.

O requerimento, assinado pelo deputado Paulo Núncio e datado de 31 de março de 2026, surge na sequência de dúvidas que persistem — e, segundo o partido, se adensam — após a análise de documentação recebida em dezembro do ano passado.

No centro da controvérsia está um contrato-promessa de compra e venda celebrado entre o Banco de Portugal e quatro sociedades do Grupo Fidelidade, tendo por objeto a construção da nova sede do banco central nos antigos terrenos da Feira Popular de Lisboa. O negócio foi fechado quando Mário Centeno se encontrava a pouco mais de dois meses do fim do seu mandato como Governador.

Esta não é a primeira vez que o CDS-PP tenta escrutinar o assunto. Em julho de 2025, o partido já tinha apresentado um requerimento de audição urgente, ao qual juntou um pedido autónomo de documentação. Mas, por decisão do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, os requerimentos só foram discutidos e votados em setembro desse ano.

A audição de Mário Centeno acabou por acontecer a 25 de setembro de 2025, mas sem que qualquer documentação tivesse sido previamente disponibilizada aos deputados — o que, segundo o CDS-PP, comprometeu significativamente a capacidade de intervenção e escrutínio parlamentar. A documentação solicitada apenas deu entrada na comissão, em regime de confidencialidade, a 9 de dezembro de 2025.

Para o CDS-PP, a audição realizada ficou muito aquém do necessário. As questões colocadas não obtiveram respostas satisfatórias, permanecendo por esclarecer se foram analisadas alternativas ao negócio e quais os critérios que presidiram ao processo de decisão. Com a documentação agora em mãos, o partido considera que as dúvidas não só se mantêm como se intensificam, justificando uma nova ronda de escrutínio público ao ex-Governador.

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