Marcelo defende “canal de entrada” de imigrantes para reconstruir zonas afetadas

O primeiro-ministro apresentou no domingo um pacote de ajuda destinado às famílias e empresas afetadas pela tempestade, mas as vítimas têm alertado para a falta de pessoal para avançar com as obras, disse Marcelo Rebelo de Sousa durante uma visita a uma empresa em Soure inaugurada no início de janeiro e devastada 15 dias depois pela tempestade.

Marcelo defende “canal de entrada” de imigrantes para reconstruir zonas afetadas
Paulo Novais/Lusa

O Presidente da República defendeu hoje a abertura de “um canal de entrada” de imigrantes para dar resposta à falta de mão-de-obra para reconstruir as zonas afetadas pela tempestade Kristin, que atingiu Portugal há uma semana.

O primeiro-ministro apresentou no domingo um pacote de ajuda destinado às famílias e empresas afetadas pela tempestade, mas as vítimas têm alertado para a falta de pessoal para avançar com as obras, disse Marcelo Rebelo de Sousa durante uma visita a uma empresa em Soure inaugurada no início de janeiro e devastada 15 dias depois pela tempestade.

“Tem de se encontrar uma solução. Acho que o Governo vai pensar em abrir uma via, um canal de entrada de mão-de-obra especialmente vocacionada para este tipo de desafio”, disse o chefe de Estado, defendendo que não se trata de “haver vontade”, mas sim da necessidade de resolver “um problema”.

Marcelo disse ter ouvido já várias pessoas com a mesma preocupação: “Um dos problemas levantado por vários empresários e setores afetados, até instituições como os bombeiros, foi dizerem-me que tudo isto é muito bonito, mas é preciso haver mão de obra para o fazer”.

Sobre se o pacote apresentado no domingo será suficiente para responder às necessidades, Marcelo voltou a defender que tudo depende da execução e dos montantes envolvidos: “É importante que a máquina funcione bem e depois que haja rapidez” na resposta.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Chega ameaça Governo com moção de censura, PS afasta e IL apela à estabilidade

Bianca Marques28 Ago
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.
Arte e política

Arte e política

O vazio político que se vive neste tempo, procura alienar os artistas da sua liberdade de criação, e da sua expressão particular de luta, não sujeita ao consumo nem ao sistema; nem tão pouco a aprisionamentos de qualquer espécie, dando expressão às necessidades do Homem e da humanidade, promovendo a transformação social face à miséria cultural e social a que se assiste.