Se Portugal fosse uma marca estaria avaliada em 160 mil milhões de euros e valeria mais do que a gigante do e-commerce Amazon, de acordo com o ranking “Brand Finance” do Banco Mundial, que coloca o país está no 46º lugar a nível global. Desafiados a vender Portugal como produto pelo think-thank Portugal Agora, um grupo de quatro gestores de Marketing e Comunicação apresentou esta quinta-feira um conjunto de medidas para desenvolver o rótulo nacional e o “made in Portugal”.
Carlos Sezões, coordenador do think-thank Portugal Agora, considera que Portugal precisa de uma marca porque esta tem quatro componentes (identidade, oferta, experiência e imagem) que podem ser utilizadas para projetar o país internacionalmente. “O meu mundo é o do capital humano. Queremos ser bons influenciadores, criar conteúdo tangível e um lóbi positivo”, explicou o sócio da Stanton Chase International.
Os membros do Portugal Agora juntaram-se há cerca de quatro anos para formar sinergias entre empresas, Estado e universidades e definir metas para desenvolver o país em três vertentes – Atrativo, do Conhecimento e Empreendedor. Para a conferência “Construir e promover a marca Portugal”, que se realizou no Impact Hub Lisbon, que teve o JE como media partner, o grupo convidou os diretores de Marketing e Comunicação da Novabase (Nelson Teodoro), LG Electronics (Hugo Jorge), PHC Softawe (Tânia Marques) e DPD Group (Carla Pereira) a apresentarem propostas. Os oradores lançaram várias sugestões à sociedade civil, ao legislador e aos empresários, entre as quais: criar um programa de captação de nómadas digitais de abrangência nacional; transformar localidades em digital hubs; apostar numa ótica global das startups (e não local); desenvolver o conceito de cidades inteligentes e melhorar a receita do turismo premium.