Madeira vai implementar Programa de Educação e Inclusão Financeira

A implementação do projeto tem como data de início janeiro de 2023.

Madeira vai implementar Programa de Educação e Inclusão Financeira
Michael Nagle/Bloomberg

O secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, em representação da secretária regional de Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade, participou, esta sexta-feira, na apresentação do “Programa de Educação e Inclusão Financeira” e na assinatura de um Protocolo de Cooperação entre a Secretaria Regional de Inclusão Social e Cidadania, o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, supervisores financeiros responsáveis pela implementação do Plano Nacional de Formação Financeira 2021-2025, realizadas no Salão Nobre do Governo Regional da Madeira.

O “Programa de Educação e Inclusão Financeira”, iniciativa da Direção Regional da Cidadania e dos Assuntos Sociais, tem por objetivo responder aos desafios impostos pelo atual contexto económico e financeiro, através do reforço da formação financeira dos consumidores madeirenses e porto-santenses.

O programa, que pretende ser uma iniciativa de educação financeira inclusiva, direcionada e especializada, tem como destinatários a comunidade em geral, com especial atenção à população adulta financeiramente mais vulnerável e materializa-se através da dinamização de ações de sensibilização sobre literacia financeira em todos os municípios da RAM, que prontamente acolheram nas respetivas autarquias esta iniciativa.

A formação financeira incidirá, nomeadamente, sobre a compreensão de conceitos e relações financeiras elementares, a perceção de riscos e benefícios associados à tomada de decisões financeiras (subscrição de créditos e aplicação da poupança), correta gestão do orçamento familiar e pessoal, o reforço das competências digitais dos consumidores, facilitando a identificação de riscos associados a produtos e serviços financeiros por via digital (cibercrime, fraudes, etc.), o reconhecimento de fatores psicossociais que influenciam o processo de tomada de decisões financeiras (por exemplo tomada de decisões por impulso, que comportam o risco de recurso excessivo ao crédito) e mecanismos de prevenção das situações de endividamento e sobre-endividamento das famílias.

A implementação do projeto tem como data de início janeiro de 2023.

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