Luís Montenegro subscreve declaração da UE e Canadá que pede “fim rápido” da guerra

Esta manhã, os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca e Países Baixos, assim como os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, divulgaram uma declaração conjunta na qual saúdam o cessar-fogo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos e pedem que se traduza num “fim rápido e duradouro da guerra”.

Luís Montenegro subscreve declaração da UE e Canadá que pede “fim rápido” da guerra
João Relvas/Lusa

O primeiro-ministro subscreveu hoje uma declaração conjunta de vários países da UE e Canadá que pede o “fim rápido” da guerra no Irão e saudou “o início de uma nova fase diplomática”, esperando que crie paz e estabilidade regional.

Esta manhã, os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca e Países Baixos, assim como os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, divulgaram uma declaração conjunta na qual saúdam o cessar-fogo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos e pedem que se traduza num “fim rápido e duradouro da guerra”.

Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro diz subscrever esta declaração, salientando a “relevância do início de uma nova fase diplomática, bem como a perspetiva de reabertura do Estreito de Ormuz”.

“Esta nova fase deve permitir paz e estabilidade regionais sustentáveis, com os consequentes efeitos positivos na nossa economia e na nossa sociedade”, afirma.

Na declaração conjunta divulgada esta manhã, os líderes europeus e do Canadá pedem “progressos rápidos rumo a um acordo negociado substancial” para acabar com a guerra no Irão, afirmando que isso “será crucial para proteger a população civil do Irão e garantir a segurança na região”.

“Pode também evitar uma grave crise energética global”, acrescentam.

Os líderes deixam também uma mensagem a Israel, cujo Governo afirmou que o cessar-fogo alcançado esta noite não cobre a ofensiva contra o movimento islamita pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

“Exortamos todas as partes a cumprir o cessar-fogo, incluindo no Líbano”, afirmam.

Os líderes destes oito países dizem ainda que os seus governos vão “contribuir para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz” e agradecem ao Paquistão e a “todas as partes envolvidas” por terem ajudado a que se chegasse a um cessar-fogo.

Esta noite, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz “viável”.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão confirmou o cessar-fogo bilateral de duas semanas com os Estados Unidos e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

A guerra do Irão, iniciada a 28 de fevereiro de 2026, marcou uma escalada no Médio Oriente devido aos ataques iniciais dos Estados Unidos e Israel sobre alvos militares e nucleares iranianos, incluindo na capital, Teerão, e também à resposta iraniana.

O conflito começou após o fracasso das negociações sobre o programa nuclear iraniano e rapidamente se alastrou à região, com o Irão a responder através de mísseis, drones e ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz.

Este confronto agravou a instabilidade geopolítica mundial, aumentando os receios de uma crise energética global e de uma guerra regional de grandes dimensões.

Hoje de manhã, os preços do gás e do petróleo caíram após o anúncio de cessar-fogo.

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