Lucros da EDP recuam 9% no primeiro trimestre para 400 milhões

EDP foi penalizada por preços médios de venda mais baixos em Portugal e Espanha. EDP Renováveis viu lucros subirem mais de 35% e reviu em alta previsão para este ano com mais vendas de ativos.

Lucros da EDP recuam 9% no primeiro trimestre para 400 milhões
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Os lucros recorrentes da EDP recuaram 9% para 400 milhões de euros no primeiro trimestre.

A companhia viu as suas contas serem afetadas pela redução nos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha.

O EBITDA recorrente caiu assim 3% para 1,4 mil milhões de euros.

O contributo da EDP Renewables subiu 2%, ou 10% excluindo a variação cambial, sobretudo a “desvalorização do dólar”, menos 11% face ao euro, com destaque para o “aumento da capacidade instalada média (+9%), especialmente nos EUA, e maior eficiência operacional”.

Nas redes de eletricidade, o EBITDA aumentou 9%, “em resultado de uma subida do EBITDA das redes Ibéricas de +16%, devido ao aumento do investimento nos novos períodos regulatórios em Portugal e Espanha que tiveram início este trimestre, e EBITDA das redes no Brasil estável em Euros”.

Na Geração Flexível e Clientes o EBITDA caiu 15%, “penalizado por preços de venda de eletricidade mais baixos e maiores custos com serviços de sistema suportados para comercialização de eletricidade a clientes finais, apesar do elevado volume de produção hídrica e do aumento do volume de eletricidade comercializada (+7% vs. 1T25)”.

A EDP Renováveis anunciou hoje uma subida acima de 35% nos lucros recorrentes para 70 milhões de euros à boleia de novas centrais e do desempenho operacional no primeiro trimestre face a período homólogo.

Já os custos operacionais líquidos recuaram 3%, com mais eficiência operacional; os custos financeiros líquidos subiram 7%, !impactados pelo aumento do custo médio da dívida em +20bps para 5,1% (ou 3,4% excluindo a dívida denominada em Reais Brasileiros – BRL)”.

A dívida líquida atingiu 15,7 mil milhões, “refletindo o investimento realizado e fluxo de caixa orgânico gerado, assim como a valorização do BRL face ao Euro no trimestre”.

A companhia destaca o pagamento do dividendo anual no valor total de 900 milhões de euros que vai ter lugar no segundo trimestre.

Prevendo novos encaixes com a rotação de ativos e parcerias institucionais nos EUA.

A EDP Renováveis reviu em alta as suas perspetivas de EBITDA para 2026, uma subida de 5% para 2,2 mil milhões, à boleia de mais encaixes com rotação de ativos, esperando agora atingir 300 milhões de euros.

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