A Corticeira Amorim lucrou 51 milhões de euros no primeiro semestre, um crescimento de 8% face ao mesmo período do ano passado.
“Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, o resultado líquido atingiu 51,4 milhões de euros no final do primeiro semestre, uma subida de 8,0% face aos primeiros seis meses de 2022”, indicou em comunicado a empresa, a última das cotadas do Psi a apresentar os resultados semestrais.
https://jornaleconomico.pt/noticias/lucros-da-corticeira-amorim-sobem-18-para-2377-milhoes-no-primeiro-trimestre/
A subida nos lucros acontecem num contexto em que a corticeira registou vendas ligeiramente abaixo do período homólogo. “As vendas da Corticeira Amorim no primeiro semestre de 2023 atingiram os 539,3 milhões de euros, um ligeiro decréscimo (-1,1%) face ao período homólogo de 2022. Ao contrário do primeiro trimestre do ano, a evolução cambial teve um impacto desfavorável nas vendas consolidadas, particularmente na Unidade de Negócio (UN) Rolhas que foi a mais afetada pela desvalorização do dólar. Excluindo este efeito, as vendas consolidadas teriam caído 0,8%”, explicou a empresa.
De acordo com a empresa, duas unidades de negócio tiveram um decréscimo nas vendas, com destaque pela negativa para a área de “Revestimentos”, que caiu 35,9%), e para dos “Aglomerados Compósitos” (-5,8%) e Revestimentos (-35,9%).
Quanto às outras, a Corticeira Amorim fala em “desempenhos positivos”, sobretudo nas “Rolhas” (um crescimento crescimento “robusto de 5,4%”). A unidade das “Rolhas” representou 77% das vendas consolidadas.
https://jornaleconomico.pt/noticias/corticeira-amorim-e-parsons-school-of-design-lancam-formacao-inovadora/
“O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado ascendeu a 103,8 milhões de euros, um crescimento de 5,8% face ao período homólogo de 2022, refletindo, em grande medida, as poupanças significativas ao nível dos custos operacionais, nomeadamente decorrentes da redução dos preços de energia, que mais que compensaram os maiores preços de consumo de cortiça e o aumento dos custos com pessoal”, sublinhou a Corticeira.
O rácio EBITDA/Vendas subiu para 19,2%, quando na primeira metade do ano de 2022 tinha sido de 18,0%).