A Procuradora Geral da República, Lucília Gago, aceitou, esta quarta-feira, a data proposta pelos deputados para ser ouvida no Parlamento a 11 de setembro.
A data desta audição foi primeiro consensualizada em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais e a procuradora Geral da República comunicou depois que aceitou essa proposta.
No início deste mês, na sequência da aprovação de requerimentos do PAN e do Bloco de Esquerda, Lucília Gago disponibilizou-se para ser ouvida no parlamento, mas pediu que a audição decorra apenas após estar concluído o relatório de 2023 do Ministério Público, “dentro de escassas semanas”.
“A Procuradora-Geral da República transmitiu já à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias a disponibilidade para aceitar o convite para a audição que aquela lhe endereçou”, adiantou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em resposta à Lusa.
Lucília Gago aceitou ser ouvida no Parlamento depois da entrevista à dada RTP onde quebrou o silêncio e respondeu sobre os casos mais polémicos que envolvem o Ministério Público, desde logo o processo Influencer, que conduziu à demissão do António Costa.
Durante a entrevista, Lucília Gago descreveu como “graves” as recentes declarações da ministra da Justiça, que disse que o próximo PGR deve pôr “ordem na casa” e “restituir a confiança” no Ministério Público.
Na entrevista à RTP, a Procuradora rejeitou responsabilidade na demissão de António Costa, afirmando que a decisão partiu de uma “avaliação pessoal” do primeiro-ministro. Lucília Gago afirmou que o inquérito que visa António Costa ainda decorre e que, se a investigação não foi arquivada, é por que existem diligências em curso.