Livro de Passos Coelho “é mais condizente com o Chega do que com a AD”, defende Ventura

O presidente do terceiro partido mais votado nas últimas legislativas considera que o PSD optou por não trilhar esse caminho que, no entender de André Ventura, poderia fazer parte do programa de uma "frente de direita".

Livro de Passos Coelho “é mais condizente com o Chega do que com a AD”, defende Ventura
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André Ventura, presidente do Chega, defendeu esta segunda-feira que o conteúdo do livro “Identidade e Família”, que conta com a coordenação de Pedro Passos Coelho, está mais próximo das ideias do partido que preside do que da Aliança Democrática.

No entanto, o presidente do terceiro partido mais votado nas últimas legislativas considera que o PSD optou por não trilhar esse caminho que, no entender de André Ventura, poderia fazer parte do programa de uma “frente de direita”.

“Conteúdo é mais condizente com o programa do Chega do que com o programa da AD. Passos Coelho tem aparecido repetidas vezes a dizer à AD que o caminho não é por aí, é por aqui, por onde o Chega está a trilhar”, defendeu o líder partidário em declarações aos jornalistas.

O presidente do Chega sublinhou que “tópicos como a identidade de género, cultura da vida, autoridade da polícia, reforma da Justiça, a economia liberal e da iniciativa privada são temas que poderiam fazer parte de uma autêntica frente de direita e é isso que Passos Coelho tem defendido”.

O livro “Identidade e Família” reúne 22 contributos da direita mais conservadora contra a “destruição da família” tradicional e conta com a apresentação de Pedro Passos Coelho.

Os textos abordam a imposição de uma “ideologia de género” como “modelo de pensamento único”, de “disforia de género associada a várias patologias psiquiátricas.

“No nosso país temos assistido, nos últimos anos, a diversas iniciativas legislativas que condicionam e lesam” essa “instituição”, pode ler-se na introdução do livro.

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