A Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas, anunciou a aprovação, “por larga maioria”, do Relatório do Administrador de Insolvência.
A Lisgráfica tinha apresentado um plano de recuperação que prevê o pagamento integral dos créditos laborais, o pagamento integral dos créditos da Autoridade Tributária e da Segurança Social em planos prestacionais “a contratar nos termos da lei”, perdão de 95% dos créditos comuns e um perdão de 100% dos créditos subordinados.
A empresa diz que “nos termos do plano apresentado” poderá vir a ser deliberado posteriormente “e de forma autónoma”, e após a aplicação do perdão previsto, a conversão de créditos comuns que resultem do referido perdão em capital.
Depois da Lisgráfica ter entrado em insolvência deixou de se aplicar o plano aprovado em 2019 e em comunicado a empresa diz hoje que alguns créditos foram “repristinados”, razão pela qual o valor reclamado pelo credores soma 70 milhões de euros, “ao contrário do balanço das Lisgráfica que tinha um passivo registado de apenas 26,5 milhões de euros”.
“Com a aprovação do plano de recuperação apresentado, mas que ainda pode sofrer alterações, o passivo previsto será inferior a 10 milhões de euros”, refere a empresa em comunicado à CMVM.
Foi fixado um prazo de 30 dias para eventuais alterações ao plano.