A bolsa de Lisboa acompanhou os ganhos das mais importantes bolsas europeias, que beneficiaram dos bons números da inflação divulgados lá fora. O destaque vai para o grupo EDP, com subidas bastante superiores a 3% em ambas as cotadas.
O índice PSI subiu 0,89% e superou a fasquia dos 6.800 pontos pela primeira vez desde o dia 6 de junho. A EDP Renováveis liderou a sessão, na medida em que os títulos valorizaram 3,93%, até aos 14,27 euros, enquanto a EDP avançou 3,71%, para 3,69 euros. Seguiram-se os CTT, cujas ações se adiantaram 1,86%, até aos 4,37 euros.
Em terreno negativo sobressaiu a Galp, ao recuar 2,52%, com a negociações a ficarem-se pelos 19,18 euros.
Também lá fora foi um dia foi de ganhos, com o sentimento a ficar marcado pela desaceleração da inflação na economia mais forte da zona euro, a da Alemanha, até aos 2,2% em junho (2,4% em maio). Mas, sobretudo, a inflação nos Estados Unidos recuou até aos 3% (3,3% no mês anterior).
O índice espanhol liderou a sessão, ao adiantar-se 0,91%, ao passo que França ganhou 0,71% e a Alemanha subiu 0,63%. O índice agregado Euro Stoxx 50 e o principal índice do Reino Unido deram saltos de 0,39% e 0,33%, ao passo que Itália somou 0,03%.
No mercado das commodities, o Brent está a subir 0,52% nas negociações, até aos 85,52 dólares por barril.
“As bolsas europeias encerraram em ambiente de otimismo, reforçado pela revelação de que a inflação nos EUA recuou mais que o previsto em junho e que os preços no consumidor caíram mesmo face a maio, de forma inesperada”, assinala-se na análise do departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.
“Este cenário alimenta expectativas de início do ciclo de corte de taxas pela Fed e por isso animou setores que beneficiam da descida de taxas de financiamentos, entre os quais o das Utilities, onde muitas cotadas têm níveis de dívida significativos. A descida registada nas yields de dívida soberana é um dos reflexos visíveis”, registam os analistas, antes de um olhar para os mercados nacionais.
“O PSI, que durante a manhã esteve condicionado por um downgrade da Galp, acabou por acompanhar os congéneres, puxado pelo disparo da EDP e da EDP Renováveis”, salientam.